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III. INTERMEDIAIRES : ROLES, ACTIVITES, STRATEGIES

1. Les différentes catégories d’intermédiaires entre producteurs et consommateurs et

1.1 Filière maïs local

A sociedade internacional enfrenta grandes obstáculos ao tentar lidar com as velhas e tradicionais políticas de soberania, em virtude dos choques provocados pelo capitalismo global e isso requer regulamentações internacionais, e exige de os Estados estarem cada vez mais conectados entre si.

Esse fenômeno torna totalmente diferente os laços de interdependência criados nos séculos passados, que antes limitavam a simples troca de mercadoria e cada um fazia o que bem entendia dentro de seu território. Com a globalização evoluímos para um mundo totalmente desterritorializado e regulamentado, desafios como terrorismo, drogas, epidemias, instabilidade política, e outros mais são enfrentados em conjunto pela sociedade internacional.

Com o término da guerra fria os Estados e organismos multilaterais uniram esforços e passaram a realizar ações coordenadas, assim tentaram ampliar a geração de ganhos e privilégios mútuos. Nesse mesmo período as multinacionais se espalharam pelo mundo e ganharam papel cada vez mais de destaque na economia e nas relações internacionais.

Ao falar em dependência mútua entre Estados, se refere a planos militares, sociais, entre outros, interdependência não gera só benefícios ela também cria contas astronômicas para alguns Estados, pois o capitalismo somente se sustenta quando um ganha em cima da perda de outro. Os custos são frutos da visão política dos Estados, depende da estratégia a curto prazo e eliminação das vulnerabilidades a longo prazo.

A visão refere-se ao ritmo da dependência, interdependência, ou seja, é com qual velocidade as mudanças em um Estado irão repercutir nos demais, e o grau de resposta a uma mudança de linhagem política dos demais Estados. A vulnerabilidade é a respeito de conseguir manter a estrutura política de si mesmo alinhado aos objetivos da sociedade internacional.

Exemplificando o que a interdependência envolve, Nye Jr. traz exemplos históricos, como por exemplo, a preocupação no início da década de 1970, de que a população mundial sobrepujasse a oferta de alimentos. Vários países compravam os cereais americanos, o que aumentava o preço dos alimentos nos supermercados americanos. Os EUA numa tentativa de

impedir que os preços subissem internamente decidiram parar de exportar soja para o Japão, que em consequência disso, investiu na produção de soja no Brasil. Posteriormente, quando a oferta e a demanda estavam equilibradas os EUA se arrependeram do embargo porque os japoneses estavam comprando sua soja de uma fonte mais barata no Brasil (NYE JR., 2009).

Além disso, é importante destacar que a interdependência entre Estados cria relações simétricas e assimétricas entre os Estados. Existe uma balança de dependência relativamente equilibrada e também desequilibrada. “Ser menos dependente pode ser uma fonte de poder. Se duas partes são interdependentes, mas uma é menos dependente que outra, a parte menos dependente tem uma fonte de poder desde que as duas partes valorizem a relação interdependente (NYE JR., 2009, p. 256) ”. A manipulação dessas assimetrias podem ser uma fonte de poder na política internacional.

Tais características originarias da interdependência demonstra o nível de complexidade do sistema que rege a sociedade internacional e a necessidade dos Estados de fazerem parte de tal relação, a interdependência é vista como uma política de necessidade e ao mesmo tempo viável a todos os Estados.

5 CONCLUSÃO

A forma moderna de organização política da vida humana é o Estado soberano. A estruturação do Estado se deu durante um longo processo histórico e implicou o reconhecimento de seu povo, determinação de seu território e identificação do poder exercido. Nesse processo, houve muitas transformações e, portanto, os Estados que hoje existente foram construídos por acordos e guerras.

Essa estrutura teve um longo ciclo histórico (1648-1948). Isso, contudo, começou a ser alterado nos últimos setenta anos. De fato, a emergência da globalização mudou o curso do entendimento de até onde o Estado pode exerce o seu poder. Após o fim das grandes guerras, eventos que mutilaram a consciência do mundo, o significado de Estado recebeu um novo patamar, sua estruturação foi remodelada atendendo a desafios imposto pelo sistema econômico vencedor, o capitalismo, aliado as mudanças tecnológicas de comunicação e comercialização entre países.

O modelo atual de países desenvolvidos, metade norte, em desenvolvimento, metade sul, que integram a ONU ou não, integrantes do pacto de Varsóvia ou da OTAN, explica a condição e condiciona a situação contemporânea de várias nações que optaram por não ceder a globalização e posteriormente aplicar no seu entendimento o conceito de interdependência. O fenômeno globalização derrubou limites e fronteiras espaciais entre as nações, o tamanho do Estado em alguns países foi reduzindo, implicando as empresas a negociação direta com outras empresas de outros países, esse é o fluxo capitalista dos negócios.

Evoluindo no conceito e concretização dos fenômenos que afetam o Estado, a ideia típica de estado não tem mais espaço nas relações atuais entre países globalizados e instituições internacionais que se preocupam com as boas relações internacionais e clima de paz. Interdependencia ganhou espaço, pois permite a população e aos próprios Estados evoluir o nível de crescimento econômico como de desenvolvimento social. Os países que entraram neste novo jogo conseguem acompanhar e incorporar suas relações sociais e comerciais com outros no mesmo jogo. Mas nem todos os Estados do globo acreditam que entrar nesse emanharado de relações comerciais, sociais, diplomáticas, enfim vertical e horizontalmente não é o melhor caminho. Essas nações ficam marginalizadas e expostas a violência de todos os tipos, atingindo o povo e a soberania do Estado.

A presente pesquisa procurou investigar como o comportamento dos Estados são percebidos na nova dinâmica mundial de reconhecimento do poder do estado e das relações comerciais entre países. Diante do contexto argumentado e exposto a evolução será uma

constante nas dinâmicas sociais e econômicas dos Estados, o modelo capitalista provoca a população a constante satisfação de necessidades isso é impulsionado nos processos produtivos desenvolvidos nos países e como esses comercializam e se relacionados com nações aliadas. Portanto, entende-se que para o crescimento, desenvolvimento e principalmente o fortalecimento do Estado a aderência a Interdependencia é um fato indispensável ao Estado.

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