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PARTIE 1: L'ENSEIGNEMENT-APPRENTISSAGE DU NOMBRE

5.3. Singulier/pluriel : données quantitatives

Foram entrevistados 25 moradores da Comunidade do Cedro, representando 25 residências visitadas. Antes de todas as entrevistas foram apresentados os objetivos, sendo que na maioria dos casos, as entrevistas foram realizadas após a primeira visita, onde já se podia perceber certo grau de confiança estabelecida entre o pesquisador e os indivíduos objeto dessa pesquisa. Nas entrevistas foram utilizados dois tipos de formulários em cada uma das 25 residências, sendo o primeiro o Formulário do Diagnóstico Sócio- Econômico da Comunidade e em seguida o Formulário de Levantamento Etnobotânico.

A maioria dos entrevistados é do sexo masculino, representando 52% dos informantes, enquanto 48% é do sexo feminino. Os informantes estão em uma faixa de idade que vai de 20 a 90 anos de idade, sendo que o informante mais idoso tem 90 anos e é do sexo feminino.

A idade média dos entrevistados foi de 57,9 anos. A faixa etária mais frequente dos informantes foi a de 61-65 anos de idade, com 4 informantes, representando 16% dos entrevistados, seguidos pelas faixas etárias de 31-35 anos, 56-60 anos e 66-70 anos, todas com 12% dos entrevistados. A faixa etária de 41-45 anos de idade, não teve nenhum entrevistado. Apesar de não ter havido uma escolha dos entrevistados mais velhos, pois esses foram escolhidos de forma aleatória, os dados mostram que muitos deles são idosos, o que mostra um certo conhecimento da unidade familiar, da comunidade e dos conhecimentos etnobotânicos, tão importantes para essa pesquisa.

TABELA 3: Faixa Etária dos Entrevistados

Faixa Etária Masculino Feminino Total Freqüência

Relativa (%) 20-25 1 1 2 8 26-30 - 1 1 4 31-35 2 1 3 12 36-40 1 - 1 4 41-45 - - - 0 46-50 - 1 1 4 51-55 1 1 2 8 56-60 2 1 3 12 61-65 2 2 4 16 66-70 3 - 3 12 71-75 - 1 1 4 76-80 1 1 2 8 81-85 - 1 1 4 85-90 - 1 1 4 Total 13 12 25 100

Em relação à condição dos entrevistados na unidade familiar camponesa cedrina, 64% ocupam a condição de chefe na unidade familiar, 24% são cônjuges dos chefes da família, 4% são filhos e 8% mantêm outro grau de parentesco com o chefe da unidade familiar. Desta forma, os chefes de famílias e os cônjuges representam 88% dos informantes. Dos 16 chefes de unidade familiar entrevistados, 10 são do sexo masculino e apenas 6 do sexo feminino.

TABELA 4: Condição dos Entrevistados na Unidade Familiar Condição na Unidade

Familiar

Masculino Feminino Total Freqüência Relativa (%) Chefe 10 6 16 64 Cônjuge 1 5 6 24 Filho 1 - 1 4 Outro Parente 1 1 2 8 Total 13 12 25 100

O universo amostral apresentou uma grande variação em relação à escolaridade, apresentando pessoas que nunca frequentaram a escola, até pessoas que concluíram o ensino médio. No geral os entrevistados apresentaram uma baixa escolarização, tendo uma grande concentração de indivíduos que ainda não completaram o ensino fundamental I, que vai desde o primeiro até o sexto ano primário, 36% encontram-se nesta condição; 20% completaram o ensino médio; 16% não completaram o ensino fundamental II, que vai da 5ª série ou 6º ano, até a 8ª série ou 9º ano; 12% nunca frequentaram a escola; 12% completaram o ensino fundamental II e 4% concluíram o ensino médio. Três não eram alfabetizados e apenas um informante do sexo masculino, havia completado o ensino médio. A média de idade dos entrevistados analfabetos foi de 74 anos, sendo que o entrevistado analfabeto mais velho tem 90 anos e o mais novo 66 anos.

Tabela 5: Escolaridade dos Entrevistados

Escolaridade Masculino Feminino Total Freqüência

Relativa (%) Analfabeto 2 1 3 12 Ensino Fundamental I Incompleto 5 4 9 36 Ensino Fundamenta l Completo 2 3 5 20 Ensino Fundamental II Incompleto 3 1 4 16 Ensino Fundamental II Completo 2 1 3 12

Ensino Médio Completo - 1 1 4

De acordo com a Tabela 6, a maioria absoluta dos entrevistados, 23 (92%), já tiveram filhos, mostrando assim uma alta taxa de fecundidade entre os cedrinos. Apenas dois informantes afirmaram não ter nenhum filho, esses são solteiros do sexo masculino.

O intervalo entre 1-3 filhos foi o que apresentou uma maior taxa de frequência dos entrevistados, com 48%, seguidos por 32% da faixa de 4-6 filhos, onde quatro indivíduos declararam ter 6 filhos. Apenas um se enquadra no intervalo de 7-8 filhos, esse declarou que tem 8 filhos e duas entrevistadas afirmaram ter mais de 10 filhos.

TABELA 6: Número de Filhos dos entrevistados

Números de Filhos Masculino Feminino Total Freqüência

Relativa (%) 0 2 - 2 8 1-3 6 6 12 48 4-6 4 4 8 28 7-10 1 - 1 4 Mais de 10 - 2 2 8

Do universo amostral, 13 entrevistados (52%) representando a maioria absoluta dos informantes afirmaram serem casados ou estar vivendo em comunhão consensual com o companheiro (a) e 6 (24%) são solteiros, sendo que destes, 5 são do sexo masculino, representando dentro da amostra um número bastante significativo. Os entrevistados que são separados representam 16%, sendo a maioria do sexo feminino e apenas 8% das pessoas entrevistadas são separados legalmente.

TABELA 7: Estado Civil dos Entrevistados

Estado Civil Masculino Feminino Total Freqüência Relativa (%) Casado ou Vivendo em Comunhão Consensual 6 7 13 52 Solteiro 5 1 6 24 Viúvo 1 3 4 16 Separado Legalmente 1 1 2 8 Outro - - - -

Em relação ao local de nascimento (figura 11), a maioria absoluta dos entrevistados é nativa da região. A maioria é do estado de Goiás, sendo que 81% nasceram na região de Mineiros. 31% nasceram na própria comunidade do cedro, 27% na zona rural de Mineiros e 23% na cidade de Mineiros. Os indivíduos nascidos em outros municípios representam 95% da amostra, esses nasceram em Goiânia, Mozarlândia, Rio Verde e em Vitória da Conquista no Estado da Bahia.

Figura 11: Local de Nascimento dos Entrevistados

Os entrevistados que nasceram em outra região, afirmaram que vieram para o Cedro há mais de duas ou três décadas, desta forma já apresentam uma grande ligação com a terra e uma integração cultural com a comunidade.

Assim como em outros povos quilombolas, essa população sempre faz referência a um ancestral comum. De Francisco Antonio de Moraes, conhecido como “Chico Moleque” descende a maioria das famílias cedrinas. Dos 25 entrevistados, 17 (68%) afirmaram que a família descende de Chico Moleque, enquanto 8 informantes, representando 32% dos entrevistados afirmaram não ter grau de parentesco com Chico Moleque, mas mesmo assim demonstram uma grande admiração por sua luta e bravura contra o regime opressor escravista reconhecendo a sua história de resistência e luta. Porém, “ser parente” no cedro, além de expressar a mesma ancestralidade africana da maioria dos cedrinos, significa ter consanguinidade ou mesmo por outros tipos de relações sociais como batismo, casamento.

Figura 12: Famílias descendentes de Chico Moleque

Uma importante característica da comunidade do Cedro é a relação de solidariedade e receptividade existentes com “os de Cedro” e com os “de fora do Cedro”. A relação de solidariedade é reforçada na busca de se manter na terra, lutando pela sua sobrevivência.

Para os cedrinos, “ser de Cedro”, não é somente ser morador da área da comunidade do Cedro, mas também pessoas que mudaram do cedro moram na cidade e mantêm parentesco com os moradores da comunidade ou até mesmo mantêm vínculo com a associação dos moradores da comunidade do Cedro.