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Reminder Loop Structure

Dans le document Edna lIyin Miller, Jim Crook, and June Loy (Page 197-200)

A Rede como ecossistema e procomun define o novo entorno como um meio ambiente digital formado por espécies digitais (aplicações informáticas, sistemas operacionais, protocolos de comunicação, serviços online, modelos de negócio etc.) que se relacionam mutuamente por relações simbióticas de reforço mútuo ou dependência mútua (BENKLER, 2003 e 2006). Pode-se distinguir as relações entre positivas — baseadas na colaboração e orientadas ao benefício mútuo — ou negativas — de parasitismo ou depredação. Essas relações têm um papel fundamental na criação de novas espécies digitais que estão espalhando o centro do poder, levando o sistema de volta ao cidadão. Para que se leve adiante essa

dinâmica positiva, um ecossistema digital deve desenvolver uma infraestrutura orientada a serviços que sejam recursos públicos. Nesse sentido, um ecossistema digital é definido como uma estrutura digital auto-organizativa orientada à criação de um ambiente digital distribuído em rede. Esse ecossistema é caracterizado por uma série de elementos: conhecimento compartilhado, tecnologias, padrões e protocolos abertos, cooperação solidária e novos modelos de negócios. A implementação desse ambiente digital tem a estrutura de um procomun, que Benkler define como um espaço institucional em que se podem exercer certas liberdades com respeito às restrições impostas pelos mercados. Essas restrições aparecem, frequentemente, na forma de relações de propriedade, que definem quem tem controle sobre quais recursos, e quais são as relações entre agentes em função da posse ou carência de um bem ou um recurso determinado. Isso não significa que os bens comuns sejam espaços anárquicos, mas que os agentes podem atuar neles com uma lógica diferente da do mercado, evitando os paradoxos que se produzem na teoria dos jogos quando um agente busca a maximização da utilidade esperada de suas decisões. Em outras palavras, é o que acontece quando se atua em ambientes estratégicos, em que vários agentes atuam de forma que as decisões de um dependem das decisões dos demais, seguindo as regras dos ambientes paramétricos, aqueles em que o mundo e o conjunto de possibilidades já dadas não são modificáveis pelas decisões de outros sujeitos. Os bens comuns podem ser usados através de normas sociais que não precisam de relação de propriedade. Os bens comuns podem ser abertos a todo mundo, como é o caso do ar que respiramos ou da água dos oceanos. Também podem ser de acesso limitado a uma comunidade, como os pastos comunais para o gado ou os campos de cultivo comuns.

Em outro ponto de vista, podem ser submetidos ou não à regulação. Um mesmo bem pode inclusive, ter uma dupla consideração. Benkler destaca o exemplo do ar: para respirar é livre e gratuito, mas a sua contaminação submetida à regulação e ao pagamento de taxas em alguns casos. Os procomuns abertos mais importantes e significativos são a ciência e a cultura até o século XIX. No século XX, uma parte significativa da cultura assim como algumas áreas de investigação científica deixou de ser livre. No século XXI, segundo Benkler, tanto a ciência quanto a cultura correm o risco de uma progressiva e ilimitada privatização. As intenções de patentear

algoritmos matemáticos fundamentais para a produção de software e a de John Craig Venter de patentear desenhos de seres vivos são exemplos de até que ponto a ciência e a tecnologia estão submetidas a uma profunda pressão mercantilista. Essa progressiva apropriação pode supor um notável freio à inovação e à difusão cultural. Pelo contrário, o procomun supõe um ambiente de democratização da cultura e desenvolvimento da cidadania. Por ele, as redes devem se manter como bens comuns que garantam, segundo Lessig (2004), a liberdade dos usuários. Essa cidadania potencializada se manifesta através de redes sociais virtuais, blogs, videoblogs, comunidades de intercâmbio, movimentos Open Source e Conhecimento Livre (Free Knowledge) e outros. Mas também se manifesta a partir do poderoso movimento de deslocamento do poder do centro do sistema para a periferia, como fazem as chamadas comunidades de interesse. O Quadro 7 apresenta uma compilação da revisão bibliográfica efetuada para o eixo teórico dos ecossistemas digitais.

Autores Ano Contribuição Teórica

B

RISCO

E

2010

Apresenta a definição de um Ecossistema Genérico, na

perspectiva da ciência da computação. Discute a transição de ecossistemas biológicos para ecossistemas de software, ecossistemas digitais, ecossistemas sociais, ecossistemas de conhecimento e ecossistemas de negócio.

ALVES 2009 Apresenta os conceitos do ecossistema SPB e de ciclos de aprendizado em um ecossistema emergente.

D´ A ND REA e t a l 2009

Apresenta um conceito novo: Digital Organization Ecosystem (DOE) e a análise das evoluções de uma organização de pesquisa em um ecossistema na Itália. Trabalha os conceitos de DOE e de evolução considerando o impacto que as TIC tiveram na criação e manutenção de interações para a organização.

B

RIS

COE 2009

Analisa os ecossistemas os ecossistemas digitais (DE) sob o ponto de vista da auto-organização. O trabalho investiga os aspectos de auto-organização dos ecossistemas digitais por meio da aplicação da computação evolucionária a Multi-Agent Systems (MASs).

Autores Ano Contribuição Teórica

DINI et al 2008

Discute uma teoria de ecossistemas digitais autopoiética e associativa. O trabalho endereça os domínios: ciência natural, ciência social e ciência da computação.

BRSICOE

et al 2007 Apresenta os conceitos de auto organização

BRISCOE 2007 Apresenta os conceitos preliminares de um Digital Business Ecosystem (DBE)

CHANG 2006 Apresenta um detalhamento de ecossistemas digitais

P E L TONIE M I 2005

Apresenta um framework para estudar como os Business Ecosystem são construídos. Apresenta os conceitos de

coevolução, auto-organização, emergência, escolha consciente, conhecimento limitado, interconexão, feedback, variação na interação, seleção e desenvolvimento.

IA

NSI

TI

2004

Os autores estendem o conceito de ecossistema. Apontam que o sucesso de empresas como IBM e outras se deve aos seus ecossistemas de negócio.

IA

NSI

TI

2002

Numa visão mais moderna do conceito, definem ecossistema de negócios como um grande número de participantes

interconectados de maneira livre e que dependem uns dos outros para sua mútua eficiência e sobrevivência. Isso implica que, para a saúde e o bem-estar dos membros de um

ecossistema, o grupo como um todo deve estar em bom estado.

Quadro 7 Literatura de Referência sobre Ecossistemas Digitais

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