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Paramètres de modèle d'administration pour les variables de session de client PCoIP de View

A mensuração dos espécimes foi realizada com o espectrofotômetro Easyshade Compact (VITA Zahnfabrik, Liechtenstein, Alemanha). Este aparelho fornece a cor baseada nas escalas VITA clássica e 3D-MASTER, além de medir os valores de L* (luminosidade), a*

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e b* (matiz) baseado na Commission Internationale de l’Éclairage (CIELab), um sistema internacional desenvolvido para comparar as alterações de valores numéricos, aproximando- os da mudança percebida visualmente. Para este estudo foi utilizada a configuração de leitura no modo “Dente único”.

Para evitar a interferência da luminosidade do ambiente, a dispersão da luz emitida pelo espectrofotômetro e centralizar a leitura dos espécimes, uma matriz foi confeccionada a partir de um molde, realizado na superfície de leitura, obtido com um material de impressão de silicone (Virtual, Ivoclar Vivadent, Liechtenstein). Em seguida, foi feita uma perfuração compatível com o tamanho da ponta do espectrofotômetro (6 mm), utilizando um perfurador de papel. Cada subgrupo dispôs de uma matriz em cada sessão de mensuração. A leitura foi realizada sobre um fundo branco, com a matriz posicionada no espécime e a ponta do espectrofotômetro em 90° com a superfície, encaixado na perfuração realizada. O espectrofotômetro foi calibrado, antes da mensuração de cada subgrupo, seguindo as instruções do fabricante e utilizando a base branca acoplada ao equipamento fornecida pelo mesmo.

Após o tempo de armazenamento e antes da primeira imersão em vinho tinto, todos os grupos passaram pela mensuração da linha de base, neste trabalho chamado de T0. Além disso, mais uma mensuração foi realizada ao final dos 30 dias de pigmentação, chamada de T30. Antes do processo de mensuração, os espécimes foram secos com papel absorvente e apenas uma leitura foi feita em cada espécime. Em todas as sessões foram obedecidas à padronização citada anteriormente.

Neste caso, o espectrofotômetro utilizado fornece automaticamente o valor do cálculo da alteração de cor (ΔE). Esse valor é obtido a partir de três coordenadas: L* (luminosidade, L+ mais claro e L- mais escuro), a* (coordenada vermelho/verde, a+ mais vermelho e a- mais verde) e b* (coordenada amarelo/azul, b+ mais amarelo e b- mais azul). Quando o valor de ΔE não for fornecido, o mesmo deve ser calculado a partir da fórmula:

4.2.5 Teste de imersão

Após aproximadamente dois meses de armazenamento em água, a temperatura ambiente, os espécimes passaram pelo processo de pigmentação.

Todos os grupos foram colocados no mesmo recipiente de vidro com tampa, para evitar a evaporação da solução, adicionando 50 mL de vinho tinto Cabernet Sauvignon (Viña del Pedregal S.A, Santiago, Chile). Os espécimes ficaram totalmente imersos no vinho tinto durante 1 h diária e, ao final do tempo determinado, a bebida era dispensada.

Os espécimes foram lavados, no mesmo recipiente do teste, em água corrente por 5 minutos. A secagem dos espécimes foi feita com folhas de papel absorvente. Em seguida, foram separados em seus respectivos grupos e subgrupos, voltando ao recipiente de armazenamento descrito anteriormente. A água foi trocada diariamente e tinha a intenção de

Figura 10. À esquerda: Perfurador de papel. À direta: Perfuração da matriz.

Figura 11. Espécime posicionado na matriz utilizada na etapa de mensuração. A perfuração da imagem à esquerda foi utilizada para acoplar a ponta do espectrofotômetro.

Fonte: Roberta Pereira, Bruna Borges de Souza e Priscila Theodorovicz.

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manter a hidratação. Os espécimes continham uma marcação na face oposta à superfície de leitura, feita com uma ponta diamantada esférica, para identificar a qual grupo e subgrupo pertenciam.

Esse processo aconteceu por um período de 30 dias consecutivos, baseando-se no estudo de Arocha et al. (2012).

4.2.6 Análise estatística

Os valores ΔE foram tabulados e submetidos à análise estatística. A comparação entre os subgrupos das resinas compostas foram feitas através da ANOVA de dois fatores e para correlacionar as resinas compostas com o método de pós-polimerização, o teste post-hoc de Sidak com significância de p<0,005 foi aplicado.

Figura 12. Vinho tinto utilizado no estudo. Fonte: Global Blend

5 RESULTADOS

Os valores médios de alteração de cor (ΔE) para as resinas compostas avaliadas com diferentes processos de pós-polimerização podem ser observados na Tabela 1. Todos os grupos apresentaram homogeneidade e normalidade dos dados (p>0,05).

Nenhum método de polimerização ou pós-polimerização influenciou estatisticamente na estabilidade de cor nas resinas compostas Opallis e Opallis Lab. Já para a resina composta Vittra APS, apenas o subgrupo 4 (autoclave) apresentou menor pigmentação após imersão em vinho tinto, diferindo estatisticamente dos demais subgrupos.

Dentre as resinas compostas avaliadas, de modo geral, a Vittra APS apresentou os maiores valores de alteração de cor, porém só apresentou diferença estatística no subgrupo 1 (fotoativação convencional) diferindo estatisticamente da resina Opallis (p=0,026) e Opallis Lab (p=0,011).

*letras MAIÚSCULAS iguais nas linhas indicam que não há diferença estatística entre os processo s de pós-

polimerização (Teste post-hoc de Sidak , p<0,05)

*letras MINÚSCULAS iguais nas colunas indicam que não há diferença estatística entre as resinas compostas (Teste post-hoc de Sidak , p<0,05)

A percepção da alteração de cor dos compósitos pode ser observada também visualmente, através das Figuras 13, 14 e 15. Os subgrupos seguiram uma constante de coloração, por isso só há uma amostra representante de cada.

Tabela 1. Valores médios e desvio padrão da alteração de cor (ΔE) das resinas compostas avaliadas no tempo final (T30).

Fotoativação convencional

Fotoativação

complementar Micro-ondas Autoclave

Opallis 3,7±0,72Ab 3,8±1,0Aa 4,6±1,3Aa 2,3±1,7Aa

Opallis

Lab 4,5±1,2Ab 3,81±1,0Aa 4,2±1,2Aa 3,5±0,9Aa

Vittra

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Figura 13. Espécimes do Grupo O (Opallis).

Figura 14. Espécimes do Grupo OL (Opallis Lab).

Figura 15. Espécimes do Grupo V (Vittra APS).

O1 O2 O3 O4

O1) Fotoativação convencional; O2) Fotoativação complementar; O3) Micro -ondas; O4) Autoclave.

OL1 OL2 OL3 OL4

OL1) Fotoativação convencional; OL2) Fotoativação complementar; OL3) Micro -ondas; OL4) Autoclave.

V1 V2 V3 V4

6 DISCUSSÃO

Neste estudo, optou-se por avaliar as alterações de cor dos espécimes submetidos ao vinho tinto, visto que após um breve levantamento na literatura constatou-se que essa solução tem alto potencial de pigmentação (AGUIAR et al. 2011; AROCHA et al. 2012; ERTAS et al. 2006; GAGLIANONE et al. 2011; LUIZ et al. 2007; POLLI; BORGES; AROSSI, 2014; TOPCU et al. 2019; TORRES et al. 2019) quando comparada a outras substâncias, sendo assim, por apresentar essa característica, foi o escolhido para analisar a estabilidade de cor dos compósitos. A coloração causada pelo vinho tinto está relacionada a diversos fatores, entre eles o tipo de pigmento presente na uva, chamada de antocianina, que pode formar complexos com proteínas orais e permanecerem na boca (GAGLIANONE et al. 2011). Aliado a isso, ainda há sua ação fermentativa (TORRES et al. 2019) e o seu baixo pH (POLLI; BORGES; AROSSI, 2014) que provocam uma fragilização na superfície da restauração (AROCHA et al. 2012), podendo remover monômeros não reagidos, polímeros e oligômeros (AGUIAR et al. 2011), aumentando a adsorção e absorção das moléculas de pigmento (GAGLIANONE et al. 2011; LUIZ et al. 2007). Aguiar et al. (2011) ainda apontou que há correlação entre o valor alcoólico da solução e o grau de manchamento. O uísque, por exemplo, que possui maior porcentagem alcoólica, provocou maior descoloração dos compósitos do que o vinho tinto, que apresenta uma taxa menor. Ainda neste estudo, os autores apontaram que bebidas alcoólicas levam a manchas mais superficiais, enquanto que bebidas não alcoólicas provocam maior retenção dos pigmentos (AGUIAR et al. 2011).

A literatura é vasta em comprovar que os métodos de pós-polimerização melhoram significativamente as propriedades mecânicas das resinas compostas como a microdureza (ARAÚJO et al. 2009; AROSSI et al. 2007; DIMER et al. 2015; FERRACANE; CONDON, 1992; POKUS et al. 2009; SANTANA et al. 2009; SOARES et al. 2005; SOUZA, 2003), a resistência à flexão (ALMEIDA-CHETTI; MACCHI; IGLESIAS, 2014; MIYAZAKI et al. 2009; SANTANA et al. 2009; SANTANA et al. 2012; PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000), o módulo de elasticidade (ALMEIDA-CHETTI; MACCHI; IGLESIAS, 2014; FERRACANE; CONDON, 1992;), a resistência à tração diametral (PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000; SOARES et al. 2005), o módulo de flexão (PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000), maior grau de conversão (BAGIS; RUEGGEBERG, 1997; OLIVEIRA et al. 2016), aumento na resistência à fratura (FERRACANE; CONDON, 1992) e ao desgaste

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in vitro (PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000). Entretanto, ainda não há comprovação de que

a pós-polimerização influencia positivamente na estabilidade da cor frente à ingestão de pigmentos alimentares, visto que poucos pesquisadores se dedicaram a avaliar essa questão (GRAZIOLI et al. 2019; TORRES et al. 2019). Assim, o presente estudo objetivou avaliar métodos de pós-polimerização comumente encontrados na maioria dos consultórios odontológicos, como a autoclave, o forno micro-ondas e um fotopolimerizador que também oferece potência extra (3200 mW/cm2), na alteração de cor dos compósitos após pigmentação.

Inicialmente, no presente estudo, acreditava-se que os métodos de pós-polimerização aumentariam de maneira significativa a estabilidade de cor em pelo menos um subgrupo de cada resina composta, pois em diversos estudos que avaliaram as propriedades mecânicas de diferentes compósitos, uma melhora significativa foi observada. Outra razão para esperar por estes resultados é que, segundo Bagis e Rueggeberg (1997) os tratamentos térmicos aumentam o grau de conversão do material resultando em melhores propriedades físicas, bem como a diminuição de monômeros não reagidos (PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000) que, quando em grandes quantidades podem alterar a cor da resina composta ao longo do tempo (FERRACANE; MOSER; GREENER, 1985).

O aumento do grau de conversão pelos métodos de pós-polimerização medem o grau de dissolução dos monômeros não reagidos. Assim, a ausência de um número expressivo destes componentes na solução possa ser resultado da conversão destes monômeros em polímeros, que se ligaram covalentemente à cadeia polimérica. Outra hipótese é de que estes radicais livres possam ter volatilizados durante o processo, devido à alta temperatura. No entanto, não é possível determinar qual fator contribuiu mais para os resultados, mas acredita- se que seja uma união das duas hipóteses (BAGIS; RUEGGEBERG, 2000). O aumento do grau de conversão acontece quando os compósitos são submetidos a temperaturas próximas da sua temperatura de transição vítrea, que aumenta a energia cinética, causando uma mobilidade dos radicais livres e tornando as suas cadeias poliméricas mais flexíveis, criando assim um ambiente favorável para maior conversão dos monômeros residuais (ARAÚJO et al. 2009).

Ainda sobre a metodologia, o estudo de Loza-Herrero et al. (1998), constatou que o tempo entre a fotoativação inicial e a realização dos métodos de pós-polimerização afeta a capacidade de conversão dos monômeros, concluindo que se os tratamentos de pós-cura fossem aplicados em até 6 h após a polimerização inicial, o grau de conversão dos compósitos

seria maior. Santana et al. (2009) também notaram este fator em seu trabalho, alegando que o intervalo entre a polimerização inicial e a pós-polimerização, que foi de 48 h, pode ter prejudicado o verdadeiro efeito do tratamento nas propriedades analisadas. Levando em consideração estas constatações, nesse trabalho os métodos de pós-polimerização foram realizados imediatamente após a fotoativação inicial.

O fotopolimerizador com luz de LED utilizado no presente estudo apresenta um maior grau de polimerização quando comparado com outros tipos de luz (AGUIAR et al. 2011), com conversão de aproximadamente 70% (LUIZ et al. 2007), que está relacionado com a faixa espectral, com o pico de luz e a densidade energética que este equipamento fornece, sendo o ideal para uma maior absorção e excitação do iniciador canforoquinona (AGUIAR et al. 2011; SANTOS et al. 2012).

O grupo V foi o que apresentou os piores valores de alteração de cor, provocando uma pigmentação significativa e mais perceptível a olho nu, quando comparado aos grupos O e OL. O trabalho de Torres et al. (2019) vai ao encontro com os achados do presente estudo, visto que os autores também observaram que a resina composta nanoparticulada apresentou maior alteração de cor em relação aos compósitos do tipo microhíbrido e nanohíbrido. A provável explicação para estes resultados está ligado à característica hidrofílica ou hidrofóbica da matriz (AROCHA et al. 2012; LUIZ et al. 2007) dependente da composição da mesma, sendo que na resina composta Vittra APS os monômeros presentes são UDMA e TEGDMA. Este último apresenta uma natureza hidrofílica, conferida pelo grupo etoxi, demonstrando maior afinidade com a molécula de água por causa da ligação do hidrogênio com oxigênio (TOPCU et al. 2019) e, mesmo possuindo outro monômero hidrófobo na composição (UDMA), parece não ser o suficiente para diminuir significativamente a entrada de soluções na matriz. Ertas et al. (2006) também observaram menor estabilidade de cor em resinas compostas que apresentavam TEGDMA na composição. Além disso, Topcu et al. (2019) sugeriram que os valores acentuados de alteração de cor obtidos em seu estudo podem estar relacionados ao silano, componente que apresenta alta capacidade de absorção da água, e também pode ser um dos responsáveis pela coloração aumentada da resina composta Vittra APS, visto que o silano está presente na sua composição. As demais resinas compostas utilizadas neste estudo também apresentam TEGDMA na sua composição, porém o compósito nanohíbrido tem UDMA e Bis-EMA que são capazes de formar uma malha polimérica mais rígida e hidrófoba (TORRES et al. 2019), além de Bis-GMA. Já a resina

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composta microhíbrida contêm também UDMA e Bis-GMA, que são monômeros mais hidrofóbicos que o TEGDMA (ERTAS et al. 2006), justificando o fato de estes dois compósitos não apresentarem alteração de cor tão intensa. Com isso, pode-se sugerir que a pigmentação da resina composta está relacionada diretamente à sua composição, fato também observado por Elgimez et al. (2013), mais especificamente pela característica hidrofílico/hidrofóbica dos monômeros presentes.

Através dos valores de ΔE obtidos, foi possível notar uma maior alteração de cor em todos os subgrupos, exceto do método autoclave nos grupos O e V, que apresentaram um ΔE>3,3, sendo que valores maiores que esse indicam uma alteração de cor perceptível visualmente e considerado clinicamente inaceitável (ELGIMEZ et al. 2013; GAGLIANONE et al. 2011; SANTOS et al. 2012), confirmando que o vinho tinto causou um manchamento nas resinas compostas estudadas. Outro ensaio mais recente confirma que o ΔE>3 já é um valor considerado perceptível ao olho humano (TOPCU et al. 2019).

No grupo Opallis, os subgrupos não diferiram estatisticamente entre si. Resultados que corroboram com o observado no estudo de Ferracane, Hopkin e Condon (1995). Os autores notaram que após 6 meses de armazenamento em água, os espécimes com e sem pós- polimerização, apresentavam reduções semelhantes nos valores das propriedades, sendo que as alterações mais significativas aconteceram nos primeiros 30 dias após a imersão. Os autores acreditam que a expansão higroscópica possa ter causado uma hidrólise na interface carga/matriz, fendas na matriz polimérica do compósito ou os dois eventos simultaneamente, provocando a redução das propriedades estudadas que inicialmente estavam aumentadas. A principal hipótese é de que, como os espécimes passaram aproximadamente 23 h em água e 1 h em vinho, a água pode ter servido de condutor, facilitando a entrada das moléculas de pigmentação do vinho tinto, igualando os resultados dos subgrupos. Esta ação da água também foi observada por outros autores (ELGIMEZ et al. 2013; LUIZ et al. 2007; SANTOS et al. 2012; TOPCU et al. 2019).

O fato dos métodos de fotoativação convencional terem tido desempenho igual aos demais métodos de pós-polimerização no grupo O não surpreende, uma vez que resultados parecidos foram observados por Dimer et al. (2015), Santana et al. (2012) e Souza (2003). A primeira explicação para isso está na composição, os monômeros UDMA e Bis-EMA incorporados na resina composta Opallis, exibem menores quantidades de ligações duplas por unidade de peso, fazendo com que atinjam um elevado grau de conversão apenas com a

fotoativação convencional, causando a não obtenção de resultados significativos quando aplicados métodos de pós-polimerização (ARAÚJO et al. 2009). O uso de um fotopolimerizador com luz de LED também pode ter colaborado para esse processo, como exposto anteriormente.

Igualmente, no grupo Opallis Lab nenhum método de pós-polimerização apresentou diferença estaticamente significante. Diversos estudos corroboram com os resultados encontrados (ALMEIDA-CHETTI; MACCHI; IGLESIAS, 2014; ARAÚJO et al. 2009; GALAFASSI et al. 2006; PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000; POSKUS et al. 2009; SANTANA et al. 2009; SOUZA, 2003) onde os métodos de pós-polimerização também não diferiram estatisticamente em pelo menos um tipo de resina composta.

O aumento significativo das propriedades dos compósitos, segundo Soares et al. (2005) depende da interação entre a composição da resina composta e do método de pós- polimerização aplicado. Os diferentes tipos de cargas, monômeros, iniciadores, co- iniciadores, estrutura polimérica, maior volume da carga inorgânica e temperatura de transição vítrea são alguns dos fatores que fazem com que as resinas compostas respondam de maneiras diferentes aos tratamentos de pós-polimerização (PEUTZFELDT; ASMUSSEN, 2000). As prováveis causas de a Opallis Lab não ter apresentado os resultados esperados podem ser devido ao seu sistema de iniciadores e co-iniciadores, não especificado pelo fabricante, mas provavelmente não é termossensível. A segunda hipótese é de que a temperatura de transição vítrea desta resina composta seja maior do que as temperaturas utilizadas nesse estudo, segundo Santana et al. (2012) este mecanismo parece ser o principal responsável para melhorar as propriedades das resinas compostas.

No grupo da resina composta Vittra APS, o subgrupo 4 se mostrou como o melhor método diferindo estatisticamente dos demais subgrupos, resultado que corrobora com os achados de Arossi et al. (2007), Dimer et al. (2015), Oliveira et al. (2016), Soares et al. (2005) e Souza (2003). Estes autores também observaram um aumento nas propriedades estudadas dos compósitos quando submetidos à autoclave. Este resultado já era esperado, visto que a autoclave é capaz de fornecer altas temperaturas, especificamente 134°C nesse trabalho, e este fator parece ser mais influente para a melhora das propriedades do que duração da aplicação do calor (BAGIS; RUEGGEBERG, 1997). Além disso, o método autoclave foi o único que conferiu maior estabilidade nos resultados e a provável justificativa está no ambiente

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proporcionado pela autoclave: sem a presença de oxigênio e controlado por uma pressão interna e externa.

Em nenhum grupo foi observado uma resposta significativa do método micro-ondas, achado que vai contra os resultados do estudo de Araújo et al. (2009), a princípio o único trabalho anterior a realizar o ciclo em micro-ondas com os espécimes imersos em água. Os autores relataram que alcançaram melhores propriedades mecânicas com este método de pós- polimerização, sugerindo que, a agitação das moléculas de água, após receberem a energia proveniente do micro-ondas, forneceram uma temperatura maior ao material aumentando o seu grau de conversão. Nossos resultados corroboram com os achados de Souza (2003), que também não observou diferenças estatísticas apontando a duração do tratamento (1 min e 2 min) como justificativa para os valores encontrados, no entanto o tempo utilizado no atual estudo foi de 4 min. A principal explicação para os resultados alcançados está no ensaio de Soares et al. (2005), que indica que este método é mais eficiente em resinas compostas com iniciadores a base de peróxido de benzoíla, substância que não foi especificada pelo fabricante na composição das resinas compostas utilizadas no presente estudo.

Sendo o vinho uma bebida alcoólica, ou seja, que acumula pigmentação mais superficialmente do que outras bebidas não alcóolicas (AGUIAR et al. 2011), o repolimento das restaurações reduz significativamente a coloração provocada pelo vinho tinto, indicando que a proservação da restauração pode ser uma boa alternativa para minimizar os efeitos dos corantes da dieta (LEPRI; PALMA-DIBB, 2012).

Levando em consideração as limitações desse trabalho, como a não reprodução fiel das condições orais e de higiene, além de não existirem muitos relatos na literatura relacionando o efeito dos métodos de pós-polimerização com a estabilidade de cor, estão indicados mais estudos in vitro e posteriormente in vivo para validação destes resultados.

7 CONCLUSÕES

Pode-se concluir que, a composição da resina composta pareceu exercer maior influência na estabilidade de cor do que o método de pós-polimerização empregado. Ainda assim, o método autoclave demonstrou menores valores de ΔE quando comparado aos demais métodos. A resina composta nanohíbrida apresentou a maior estabilidade de cor e o compósito nanoparticulado exibiu um maior manchamento por vinho tinto. Baseado neste estudo, o protocolo que se mostrou mais resistente à pigmentação por vinho tinto foi a confecção do espécime com a resina composta nanohíbrida associada ao método de pós- polimerização em autoclave.

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REFERÊNCIAS

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ALHARBI, Amal et al. Semidirect composite onlay with cavity sealing: a review of clinical procedures. Journal Of Esthetic And Restorative Dentistry, [S.L.], v. 26, n. 2, p. 97-106, 17 dez. 2013.

ALMEIDA-CHETTI, Verónica A.; MACCHI, Ricardo L.; IGLESIAS, María E. Effect of post-curing treatment on mechanical properties of composite resins. Acta Odontológica

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ARAÚJO, Alessandra Rodrigues; MEDEIROS, Menandro Lima; RODRIGUES, Caroline de Deus Tupinambá. Avaliação de três métodos de ativação complementar sobre a dureza superficial de resinas compostas diretas. Revista Odontológica do Brasil Central, [S.L.], v. 18, n. 47, 2009.

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