• Aucun résultat trouvé

Caractérisation morphologique et chimique de poudres de

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 130-0)

Chapitre 5. Préparation et caractérisation des poudres obtenues par broyage

5.2. L’alliage 79Ni16Fe5Mo

5.2.2. Caractérisation morphologique et chimique de poudres de

5.5.1.1 Dimensão Estética

Em relação ao interpretante emocional, na dimensão estética, procuramos saber qual foi a emoção causada a partir de artes, fotos e vídeos das matérias (tabela 8). A maioria dos entrevistados (dezoito da Folha e todos de O Tempo) afirmaram que os múltiplos códigos das reportagens causam algum tipo de emoção ou sentimento. Na Folha, conforme esperado pelos produtores, os entrevistados disseram que as linguagens trazem impacto, interesse e curiosidade, o que leva a um sentimento de realidade, realismo, história mais completa e imersão. “Denotam realidade e realidade choca, cuja arte da fotografia faz a imagem ter mais ‘vida’, ‘dor’ ou ‘emoção’”, disse Thiago Roberto Feitosa Zampiva, 33 anos, de Macapá (AP). Emanuel Ferreira Frazão, 30 anos, de Bananeiras (PB), comenta que teve a sensação de impunidade, acrescentando: “evidentemente, a arte - imagens, vídeos - tratam com fidelidade a realidade dos fatos”. Esmeraldo Faria Pereira, 25 anos, de São Paulo (SP) disse que o impacto da GRM despertou seu interesse e comenta que as informações são trabalhadas com muito mais detalhes. Ricardo Olivatto, 41 anos, de Brangaça Paulista (SP) resume: “As reportagens citadas, por si só, já me tocam profundamente. As fotografias só acentuam isso. Senti um misto de raiva, tristeza, nem sei como descrever tais sentimentos”. Outras emoções citadas foram preocupação, revolta, indignação (porque a Folha teria apoiado a ditadura, segundo o respondente), insegurança, incerteza, tristeza, empolgação, satisfação e lembrança.

O sentimento de realismo aparece menos nas respostas dos usuários de O Tempo, ainda que estejam presentes. Raissa Pedrosa Xavier Rezende, 24 anos, de Belo Horizonte (MG), diz que as imagens são impactantes. “As cenas do Rio Doce coberto de lama trazem um sentimento de tristeza. E ao mesmo tempo, algumas tomadas mostram as montanhas ao fundo, nos remetendo à ideia de como era bonito”, explica. Já Simone Salustiano Pereira Morgon, 44, de Fernandópolis (SP), diz que se emocionou por reviver momentos parecidos com os descritos pela reportagem. Outros sentimentos presentes nas respostas foram interesse, tristeza(esses dois repetidos várias vezes), repulsa, desconforto, raiva, medo, curiosidade, espanto, preocupação, impotência, desalento, receio, incômodo, suspense, dúvida, solidariedade, compaixão, admiração e alegria.

5.4.1.2 Dimensão da Linguagem

Sobre os efeitos causados no uso de vários códigos, na dimensão da linguagem (tabela 8), muitos deles se confundem com os sentimentos descritos anteriormente, retornando

o efeito de realidade causado pelo material. Na Folha, os respondentes dizem que a informação fica mais completa, rica de conteúdo, causando um efeito de transparência, fato realista e confiabilidade. “Mais do que mera informação, e sim mais conhecimento completo e diversificado sobre o assunto”, expõe Sergio Aguilar Silva, 54 anos, de Curitiba (PR). No mesmo sentido, alguns relatam que os códigos facilitam a compreensão, melhoram a inteligibilidade da matéria e o entendimento das informação, desde que sejam bem utilizados. “Ajudam a ‘entrar’ no tema que está sendo descrito”, resume Danilo Cuzzuol Pedrini, 32 anos, do Rio de Janeiro (RJ). Também pode fazer da reportagem atraente e mais didática, aumentar o interesse, chamar a atenção para o tema e causar até empolgação. “A absorção das informações fica mais leve e as diferentes plataformas agem como complementação”, completa Gustavo Ozeika, 30 anos, de Vilhena (RO). Já Esmeraldo Pereira reflete que os efeitos dependem do interesse dele pelo assunto, dizendo que pode até guardar a reportagem nos favoritos, conforme a pesquisa de Winques (2016) havia apontado:

“Se é um tema que não desperta meu interesse, a reportagem se torna até certo ponto cansativa, pela quantidade de informações. É extremamente útil para efeitos de pesquisa para estudantes, mas talvez não para quem apenas quer estar a par dos acontecimentos do cotidiano. Por outro lado, se o tema me é interessante, a reportagem vai para 'os favoritos' uma vez que tráz uma série de informações que podem levar a mais pesquisas desdobrando o próprio tema. Além disso os efeitos trazem um concretismo interessante. Por isso acredito que as emoções estão intrinsecamente ligadas ao interesse do leitor ao tema, sendo quase um nicho de mercado”.

Em O Tempo, os respondentes também dizem que os códigos causam efeito informativo e facilitam a visualização da informação, além de tornarem as narrativas mais atrativas, conforme esperado pelos produtores. Duas pessoas responderam ainda que os códigos retêm a atenção, fazendo com que os usuários permaneçam na página. Raissa Rezende resume da seguinte forma:

“Nós somos multiplataformas. Quanto mais informação e esclarecimento de um fato com variedade de recursos, mais capacidade de entendimento eu vou ter sobre aquilo. Quando se escreve sobre algo, ok, a gente entende. Quando a escrita está aliada a um infográfico, por exemplo, minha capacidade de compreensão sobre aquilo muda de forma positiva”.

Fabio Santos Bispo, 34 anos, de Vitória (ES), concorda que é interessante, mas se não estiver em excesso e se a informação carregar rapidamente. Já Cláudio Fernandes Lage, 36 anos, de Belo Horizonte (MG), vê nos códigos uma complementação. “Mas é comum o excesso de recursos em reportagens digitais, o que me incomoda um pouco e deixa o assunto com excesso de informações”, afirma, concordando com Fábio.

Sobre se cada um dos elementos transmite a mensagem de maneira diferente e os tipos de interpretação possíveis a partir de vários elementos, ainda na dimensão da linguagem (tabela 8), as respostas dos usuários de ambas as publicações se dividem entre sim e às vezes. Na Folha, apenas duas pessoas disseram que não, enquanto onze afirmam que sim e dez dizem que às vezes. Já em O Tempo, dez falam que sim e seis que às vezes, sendo que nenhuma resposta foi negativa. Na Folha, as explicações sobre por que a mensagem é passada de forma diversa pelos diferentes códigos se assemelham entre os que responderam sim e às vezes, enquanto há uma diferenciação maior entre os usuários de O Tempo, os quais apontam mais problemas das linguagens quando responderam às vezes.

Na Folha, de forma geral, as justificativas do sim retomam respostas anteriores, dizendo que os múltiplos códigos oferecem diversos pontos de vista, tornam a leitura mais agradável, promovem um melhor entendimento do tema e absorção da informação, além de uns códigos despertarem mais interesse que outros. Algumas respostas trataram de cada código mais especificamente, como era esperado, afirmando que imagens e audiovisuais inserem mais o leitor no contexto, que as imagens iniciais da GRM causam impacto, enquanto os vídeos e gráficos organizam a informação. Já outros relataram que são os vídeosque promovem um maior impacto visual; as imagens, emoção; e a infografia detalha a matéria.

“Uma mídia audiovisual pode, de certo modo, ser mais didática ou ter maior apelo. Um jogo com um determinado enredo - dentro da sua própria evolução - pode impactar mais, passando a mensagem pretendida com mais contundência”, afirma Emanuel Frazão. Já Danilo Cuzzuol Pedrini, 32, do Rio de Janeiro (RJ), resume: “Um áudio não tem a mesma profundidade que um vídeo. Um jogo dá maior interatividade do leitor com a notícia”.

Quem respondeu às vezes, basicamente apresenta as mesmas justificativas anteriores, relatando que as fotos e vídeos deixam a matéria mais completa, enquanto gráficos e jogos promovem imersão, que vídeos e fotos causam mais impacto ou que as fotos ampliam perspectivas ou expectativas sobre um tema. Um diferencial foi o relato de que o vídeo tem uma dimensão mais humana se comparado ao infográfico e que um vídeo com a própria pessoa falando é melhor que uma transcrição, a qual pode ser editada e interpretada pelo interlocutor. Tatiana Samuka, 32 anos, de Florianópolis (SC), diz que “um gráfico/infográfico pode resumir de forma visual uma grande quantidade de informação”. Já Bruno Taurinho Prata, 29 anos, de Belo Horizonte (MG), acrescenta: “As infografias são boas para dar dimensão e perspectiva em relação as informações das matérias. Áudio e vídeo também enriquecem a experiência com esse tipo de matéria, pois tornam a ‘leitura’ mais leve”.

Esmeraldo Pereira detalha bastante sua opinião, que é condizente com a de alguém de 25 anos, que está entre as gerações Y e Z, conforme a pesquisa de Winkes (2016):

“Imagem e Aúdio: é perfeito, quando muito curto e sem textos, como no exemplo da reportagem da ‘A Batalha de Belo Monte’ quando apresenta a turbina hidrelétrica. Se tiver texto e forem longas, iriam se tornar vídeos, e muitas vezes não podemos assistir. Utilizo como exemplo vídeos do site G1, que geralmente trazem abaixo a transcrição da reportagem. Imagem em transição: Desnecessário, serve apenas para causar impacto. Infográficos: Excelentes, principalmente se forem interativos e trouxerem nesta interatividade mais informações”.

Os usuários que não sentiram diferença na forma como a mensagem é transmitida, alegam que os diferentes códigos servem apenas para ilustrar ou repassam a mesma informação. Esta última é o que transparece da resposta de Gustavo Ozeika: “As informações nas diferentes plataformas são convergentes”.

Em O Tempo, os que dizem sim repetem algumas das explicações dos leitores da Folha: aumenta a clareza e o interesse sobre o tema, o gráfico aprofunda a informação de um texto, as imagens despertam mais sentimentos, já os infográficos e vídeos geram uma reflexão mais profunda; o visual impacta e a música comove. Marcone Costa, 21 anos, de Belo Horizonte (MG) diz que a compreensão é melhor por meio de ilustrações e comparativos do que vídeos e textos. Já Adriele Flávia Mendes, 26 anos, da mesma cidade, defende: “um vídeo é mais dinâmico, não requer tanta interpretação do usuário o que torna a compreensão mais rápida. Um texto e uma imagem necessitam de uma maior atenção do usuário o que dependendo da situação pode gerar mais de um entendimento sobre o assunto”. Raissa Rezende, fornece vários exemplos:

“Num vídeo, posso ver a expressão do personagem e saber que tipo de sentimento ele expressa ali. Num infográfico eu vejo detalhes que talvez minha interpretação de um texto escrito não me mostraria. Um áudio, dependendo da trilha ou da entonação da voz do locutor, vai me trazer uma mensagem com ênfase em palavras que merecem destaque, assim como se utiliza a caixa alta para destacar uma palavra em um jornal ou anúncios. Cada recurso, se bem utilizado, traz uma mesma mensagem de forma diferente porque cada um vai ter uma característica única”.

Os que responderam às vezes relatam que vídeos e fotos tornam a matéria mais tendenciosa; pode ser até um atrativo, mas pode, também, poluir a matéria ou torná-la cansativa e que os códigos modificam o tempo de leitura e escuta da história, sem, no entanto, expressar se isso é bom ou ruim. Cláudio Lage chama as linguagens de recursos complementares e diz que podem desviar do assunto principal, “especialmente em reportagens de assuntos políticos, financeiros, ou com objetivo de crítica a um determinado

assunto”. Já Rita de Cássia Dutra Araújo Clemence, 61 anos, de Sete Lagoas (MG), reclama que “muitas vezes um elemento como uma foto não ilustra de forma adequada o assunto tratado”. Diz ainda achar “irritante o uso de áudio”. Por outro lado, Áurea Judith Ervilha Rodrigues, 60 anos, de Belo Horizonte (MG), respondeu às vezes, justificando: “cada um ‘abre uma janela’ diferente no meu cérebro”.

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 130-0)