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O campo teórico de estudos sobre redes é bastante amplo. Nohria (1992) chega a afirmar que qualquer um que tiver contato com a literatura de redes prontamente perceberá a analogia entre isso e uma floresta terminológica em que qualquer novato pode plantar uma árvore. A isso Sousa (2008) acrescenta que há uma dificuldade na mensuração das redes em razão de constituírem um artefato relacional e dinâmico, de serem relações intangíveis e de terem, por isso, fronteiras pouco claras.

Embora Sousa (2008) também reverbere as dificuldades na mensuração das redes, sobretudo em razão das delimitações pouco claras de seus constructos, para a formulação de indicadores de avaliação de redes é preciso, a priori, elucidar alguns de seus elementos constituintes: divisão do trabalho e da especialização entre produtores; fixação da especialidade de cada produtor; presença de fornecedores de matéria prima e de máquinas; presença de empresas especializadas em serviços tecnológicos, financeiros e contabilísticos; presença de uma classe de trabalhadores assalariados, com qualificações e habilitações específicas; presença de associações para a realização de lobby e de tarefas específicas para o conjunto dos seus membros. De salientar que estes fatores organizacionais são fundamentais na consolidação de uma rede na medida em que permitem que as empresas envolvidas tenham, para além da sinergia econômica gerada pela localização comum e das suas interações verticais e horizontais, cooperação e troca de

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informações de forma institucionalizada, mitigando os conflitos gerados pela competição no mercado doméstico.

Desta feita, algumas características podem auxiliar a classificação das redes e depois disso, a formulação de indicadores de suas eficiência ou eficácia:

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5 %!9 8 !

!. 8 ,- . . –grupamento compactoem uma pequena área

geográfica

M – grupamento espalhado ao longo de uma região

ou cidade

%! " M – alta concentração/alto número de empresas na rede

– pequeno número de empresas com peso econômico pequeno

" " . uma variedade de produtos em diferentes indústrias,

mas relacionadas

– focadas em um pequeno número de produtos ou indústrias

- % " - – região inclui gama de atividade da cadeia de

suprimentos

5 P empresas dependem de insumos externos

"! "& $ " , – empresas estão envolvidas numa ampla

variedade de atividades de adição de valor

, – empresas são envolvidas num expectro

pequeno de atividades

"8". " % $"49

, $# – as redes estão aptas a usarem sua estrutura

para gerar inovação

; $# – a natureza da rede inibe a inovação

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Vários exemplos como grandes empresas – pequenas empresas, ou apenas empresas pequenas

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Relacionamentos de longo prazo; Hierarquias; Coalizões de curto prazo

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! %$ #$ 5 %&

– massa crítica de empresas, conhecimento e recursos com interações densas

. – massa crítica de empresas, mas a interação e a

informação não fluem o suficiente

- – alguns elementos presentes, mas necessário

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Especificamente voltada para avaliação dos Arranjos Produtivos Locais, Balestrin e Vargas (2004) apontam alguns indicadores de avaliação de redes. O primeiro se refere à proximidade ou não entre as empresas de um mesmo segmento específico de mercado. O segundo é o tempo e o tipo de relação estabelecida (de longo prazo, de curto prazo, hierarquizada, cooperativa, competitiva, com confiança, sem confiança etc.). O terceiro, por fim, se refere ao tipo de governança e o grau de formalização da rede, a qual é essencial para garantir o equilíbrio de direitos e deveres, bem como a divisão igualitária da propriedade gerada.

Sousa (2008) acrescenta ainda outras variáveis à análise das redes, quais sejam: conteúdo das trocas entre os atores; diversidade de conteúdo; frequência da troca entre os atores, força da relação; polarização (existência de atores que desempenham o papel de catalisadores de relações), segmentação (grau em que os elementos que pertencem a diferentes redes interagem entre si).

Outro modelo de avaliação, mas atrelado, sobretudo, à avaliação de vantagens competitivas de uma indústria/região/nação, é o modelo diamante de Michael Porter (Porter, 1998). Para tal, o modelo se estrutura sob quatro variáveis:

1. Condições internas às empresas: custos, infraestrutura interna (maquinário, sistemas de TI, por exemplo), disponibilidade de recursos (humanos e técnicos), poder de inovação (produto, processo e pesquisa).

2. Condições de demanda da produção: vantagens da localização geográfica, potencial do mercado (maturidade, diversidade, demanda local, exportações, influência da empresa na qualidade e no tamanho do mercado local).

3. Condições de suporte: cadeia adequada e suficiente de fornedores.

4. Relacionamentos – relações entre as empresas para as questões de trabalho, pesquisa e desenvolvimento, o potencial de investimento das

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empresas em incentivos e normas que regulam a competição (esforços para diminuir a corrupção ou ainda a prevenção de carteis etc) bem como a cooperação por meio de estratégias e objetivos comuns.

Em estudo com empresas de informática no Brasil, Ferreira Jr e Santos (2006) apresentam um outro conjunto de indicadores que permitiram a análise do grau evolutivo da organização da produção, da governança e de suas principais estratégias de inovação. Para os autores, as características mais importantes de avaliação foram:

1) Densidade de estrutura produtiva local 2) Principais canais de comercialização

3) Intensidade de cooperação entre agentes da rede 4) Estruturas de governança

5) Fontes de informação e conhecimento

6) Papel da infra estrutura educacional e tecnológica local 7) Razões da permanência das empresas naquela localidade

8) Papel das associações de classe, sindicatos e outras organizações de relações interempresariais

9) Principais estratégias inovativas (desenvolvidas endógenamente ou condicionada externamente)

Ante o exposto e a despeito dos diversos antecedentes para avaliação das redes, cabe ressaltar ainda algumas das principais vantagens desse tipo de arquitetura de ligação entre os atores sociais, mas também dos riscos que podem aí ocorrer.