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Analyse statistique des résultats de l’étude

4. PHYTOTHERAPIE ET PATIENTES ATTEINTES DE CANCER DU SEIN METASTATIQUE : RETOUR

4.2. M ATERIELS ET METHODES

4.2.9. Analyse statistique des résultats de l’étude

Para Dewey (1978), o fim último da educação é, de modo geral, levar os educandos a terem as mesmas ideias que prevalecem entre os adultos, e assim, como membros reais do grupo social, dar às coisas e aos atos o mesmo sentido que os outros. Esse controle social se opera por um processo de compreensão comum dos objetos, acontecimentos e atos, de sorte que se habilitem os educandos para uma participação efetiva nas atividades associadas.

Segundo o mesmo autor, a escola precisa se aproveitar amplamente da linguagem para levar a criança à participação da experiência do passado a fim de obter mais facilmente a experiência do presente; ele nos mostra como é fácil perder de vista esse verdadeiro espírito social para transformá-lo em um espírito livresco irreal.

Dessa forma, conforme Dewey (1978, p. 27):

Vão os alunos para a escola para aprender. Está, porém, ainda por se provar

que o ato de aprender se realiza mais adequadamente quando é transformado em uma ocupação especial e distinta. A aquisição isolada do saber intelectual, tendendo muitas vezes a impedir o sentido social que só a participação em uma atividade de interesse comum pode dar, - deixa de ser educativa, contradizendo o seu próprio fim. O que é aprendido, sendo fora do lugar real que tem na vida, perde com isso seu sentido e seu valor.

Durante a realização de um projeto o papel do professore é, principalmente, o de tutor. Se tudo se passa tranquilamente, eles observam, encorajam e anotam em portfólio próprio o desenrolar das ações. Se problemas surgem, eles estabelecem uma relação de ajuda sem, no entanto, resolver os problemas para os alunos. Ajudar significa criar condições para que o problema seja resolvido pelos próprios aprendizes. Cabe então aos professores segundo o Guia Pedagógico da escola investigada:

 Criar, junto com os alunos, as situações-problema a serem resolvidas. Uma situação-problema é uma situação de aprendizagem na qual o desafio proposto ao aluno permite-lhe, em sua movimentação de representações, de identidades, a aquisição de uma competência irreversível. Isto acontecerá após negociar soluções novas com os diversos elementos da rede da construção de saberes montada para uma solução do problema proposto.

 Elaborar um contrato pedagógico explícito com os alunos, para a resolução dos problemas, com um calendário a ser seguido.

67  Promover reuniões regulares com os alunos e com os outros professores, para

situar os avanços dos projetos.

Os alunos de modo geral devem mostrar entusiasmo para aprender, devem levar em consideração as dimensões em relação à afetividade comunitária e social e à ética.

No ato educativo podemos ajudar a desenvolver o potencial que cada aluno tem, dentro das suas possibilidades e limitações. Para isso, precisamos praticar a pedagogia da compreensão contra a pedagogia da intolerância, da rigidez, do pensamento único, da desvalorização dos menos inteligentes, dos fracos, problemáticos ou “perdedores”. Os professores devem identificar os diversos tipos de alunos que compõem a sua classe estar atentos aos mais tímidos, e estimulá-los cada vez mais a participar das discussões em sala de aula, sempre buscando incentivá-los.

Nessa perspectiva, ao participar de um projeto, o aluno está envolvido em uma experiência educativa em que o processo de construção de conhecimento está integrado às práticas vividas. Esse aluno deixa de ser, sob esse ponto de vista apenas um aprendiz do conteúdo de uma área de conhecimento qualquer. É um ser humano que está desenvolvendo uma atividade complexa e que nesse processo está se apropriando, ao mesmo tempo, de um determinado objeto de conhecimento cultural e se formando como sujeito cultural. Isso significa que é impossível homogeneizar os alunos, é contraproducente desconsiderar sua história de vida, seus modos de viver, suas experiências culturais, e dar um caráter de neutralidade aos conteúdos, desvinculando-os do contexto histórico-social que os gestou.

Sendo assim, a pedagogia marista busca resgatar os alunos para um trabalho bem direcionado, onde a afetividade, a partilha, a ética e os valores de todos possam ser resgatados em diversas ocasiões, buscando-se respeitar cada sujeito em sua individualidade, valorizando o que cada um tem de positivo.

A educação marista, segundo Teixeira (2004), tem alguns tipos de dimensões a serem desenvolvidas, por exemplo: dimensão física e estética, dimensão afetiva, dimensão cognitiva, dimensão comunitária e social e dimensão ético-valorativa.

Na dimensão física e estética procura motivar o aluno para a da construção da autonomia. Dessa forma, espera-se que o estudante seja criativo e que desenvolva respostas adequadas a novas realidades, partindo da originalidade, da iniciativa e da busca do novo, que ele tenha iniciativa para estar sempre inovando. E o professor nesse aspecto tem o papel fundamental de motivar, incentivar seu aluno a fim de que ele desenvolva essa habilidade. A construção da autonomia é algo de extrema importância para a vida de qualquer pessoa, e constantemente devemos ser desafiados para que isso aconteça.

68 Já na dimensão afetiva, o afeto deve estar sempre presente, sendo utilizado como recurso pedagógico. O aluno deve poder dar e receber amor, gerar amizades, assumir e valorizar a família como ambiente natural de crescimento e amadurecimento humano.

Segundo Moran (2007), as escolas se preocupam principalmente com o conhecimento intelectual, mas hoje constatamos que tão importante quanto o saber é o equilíbrio emocional, o desenvolvimento de atitudes positivas diante de si mesmo e dos outros, aprender a colaborar, a viver em sociedade, em grupo, a gostar de si e dos demais. Os alunos só terão sucesso na escola, no trabalho e na vida social se tiverem autoconfiança e autoestima.

Na dimensão cognitiva o perfil esperado é de que seja alguém que cultive a memória, a inteligência, a capacidade de síntese, os critérios para a reflexão, o juízo crítico e os hábitos intelectuais. É necessário que o professor desenvolva habilidades que lhe permitam assumir o trabalho como expressão criativa. Que o profissional tenha a capacidade de confrontação e de pesquisa, requisitos fundamentais para uma boa construção cognitiva.

Para Dewey, cabe ao educador descobrir os interesses dos alunos e valer-se deles, obtendo assim dedicação, esforço e disciplina, produtos do interesse e necessidade. Somente a partir desses interesses e necessidades é que a experiência ganharia um verdadeiro valor pedagógico.

Dewey argumenta que a educação pela ação, incentivadora do espírito de iniciativa e independência, leva o indivíduo à autonomia e ao autogoverno, virtudes de uma sociedade realmente democrática, em oposição ao ensino tradicional, que valoriza a obediência. A escola, desta forma, seria o instrumento fundamental e necessário para a democracia, na medida em que a educação prepara os cidadãos, além de igualá-los nas oportunidades.

Para Teixeira (2004) a dimensão comunitária e social da educação marista motiva e acompanha o aluno para que, com autonomia mas ao mesmo tempo em que está integrado aos demais, atue em seu ambiente, respondendo pessoalmente a sua vocação histórica e eterna. Dessa forma, espera-se que o aluno seja criativo e que possa oferecer respostas adequadas a novas realidades, a partir da originalidade, da busca, do aprofundamento e da iniciativa.

Olhando para os mais necessitados os alunos maristas devem ser solidários e assumir a dimensão cristã, superando as diferenças sociais, como o racismo, a vontade do poder e da exploração. O aluno deve estar comprometido com essa realidade, deve assumir responsabilidades e enfocar a sua formação para a futura vida profissional, aos mais necessitados. Além disso, que o aluno seja capaz de assumir uma postura crítica, responsável e criativa diante dos meios de comunicação social, e que tenha consciência de um nacionalismo equilibrado, de seu ser político e de sua participação ativa como cidadão.

69 Na dimensão ético-valorativa a pessoa humana é valorizada como um todo, dentro dos valores cristãos. Nesta dimensão, a educação marista pretende levar os educandos a apostarem no valor do ser ante o ter, pelo sentido da vida, a esperança, a solidariedade, a responsabilidade, a liberdade, a justiça, a consciência crítica, o trabalho criativo, a interioridade, a reconciliação e a paz.

Os educandos devem reconhecer em sua identidade pessoal a dimensão transcendente que os abre à realidade, às demais pessoas e a Deus, além de descobrirem seu projeto de vida, inserindo-se conscientemente como construtores da comunidade humana.

É importante, também, que se consiga expressar e celebrar a fé, no encontro pessoal e comunitário com o Deus da vida, que em Jesus Cristo assumiu toda a realidade.

Dewey destaca, em relação ao aspecto de dimensão do transcendente, que “a escola deve ser um local de convivência entre jovens e raças, religiões e costumes dessemelhantes. Ao cumprir essa meta, a escola assume a função adicional, para que o educando conheça aspectos do ambiente mais amplo que o cerca” (1978, p. 38).

Em resumo, consta no Guia Pedagógico da escola investigada que esta trabalha baseada nesses princípios para que o aluno:

 Seja agente de sua aprendizagem: construtor de seu saber, pesquisador, perseverante, criativo, crítico, autônomo, empreendedor, solidário, ético, capaz de identificar e solucionar problemas e de trabalhar em equipe.

 Seja comprometido com a promoção pessoal e de grupo.  Seja capaz de superar frustrações.

 Seja capaz de construir-se a si mesmo, desenvolvendo-se integralmente.

 Saiba conviver com as mudanças, vendo nelas oportunidades de crescimento e possibilidades de novas aprendizagens.

 Seja reorganizador da sua cultura espontânea.  Identifique no erro possibilidades de crescimento.  Conheça os processos e procedimentos da escola.  Ame a criação de Deus e a respeite.

Já para Kilpatrick, os alunos devem ter atitude ativa, para que seus empreendimentos respeitem a unidade típica do processo da aprendizagem. Ou seja, o aluno deve estar sempre buscando, mediante de seu esforço pessoal, aprender mais e mais, participando ativamente no

70 processo de construção da aprendizagem. Estas afirmações estão afinadas com a visão marista de educação.

Segundo Dewey (1955), a inteligência não é algo que se venha a possuir de uma vez por todas; mas está em constante processo formativo, e sua conservação exige permanente vigilância em observar as consequências, bem como um espírito aberto para aprender e coragem para reajustar. Da mesma forma, as considerações de Dewey, embora um pouco mais fixas no período de inserção social após a escola, demonstram afinidade com a visão da escola investigada.

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