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Modules et Serveur HTTP Apache 2.0

Serveur HTTP Apache

10.2. Migration de fichiers de configuration du Serveur HTTP Apache version 1.3version 1.3

10.2.4. Modules et Serveur HTTP Apache 2.0

numérico) que pode ser expresso mediante elementos identificados no registro figural

Como proposta de conversão de registro, no Encontro IV os estudantes tinham que apresentar o cálculo de área e volume da superfície de prisma triangular a partir do registro figural apresentado pela professora/pesquisadora na Atividade 3.

Figura 36: Registro Figural do prisma em 3D com a transformação para 2D

Fonte: Giovanni e Bonjorno, (2005, p. 256).

A Figura 37 apresenta o desenvolvimento da Dupla 1 em relação ao cálculo da área e do volume da superfície do prisma triangular, mostrando que o processo de apropriação do conceito área se deu pelo conhecimento prévio dos estudantes, o que permitiu a representação do cálculo de área e volume da superfície do prisma. Os estudantes tinham se apropriado do conceito triângulo equilátero e, com isso, puderam relacionar o significado científico de área e

volume da superfície do sólido num processo de elaboração conceitual pela análise (abstração) e síntese (generalização).

Figura 37: Definição do Cálculo de área e volume do prisma triangular

Fonte: Folha de registros da Dupla 1, Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

No registro figural, compreende-se que a dupla considerou a figura plana, triângulo equilátero, de acordo com a sua definição, ou seja, “um triângulo que tenha seus três lados congruentes entre si é chamado EQUILÁTERO” (GARBI, 2010, p. 49), pois denominam os três lados congruentes de medida 𝑙. Além disso, a dupla conseguiu relacionar a congruência dos lados à congruência dos ângulos, os quais somam 180º. Após utilizaram a relação trigonométrica tangente para definir a altura do triângulo equilátero e, posteriormente, a definição de área da figura por meio da fórmula matemática.

Esta mobilização dos elementos de formação (propriedades), remete a interpretação da figura mediante a apreensão discursiva, o que permitiu a transição do registro figural para o registro natural e simbólico (numérico e algébrico), conservando os elementos e as referências do objeto apresentado inicialmente. No entanto, esta mesma atividade apresentou equívocos na formação dos conceitos por parte da Dupla 4, como podemos observar no diálogo.

Quadro 20: Argumentos da Dupla 4 em relação ao problema

Discussão da Dupla 4 (A7 e A8).

A8: Aqui a área total da figura, seria essa área da base, mais a área da outra base. Com essa área aqui, essa aqui,

essa ali. (apontando para faces laterais) Duas vezes a área da base mais três vezes a área das faces laterais.

A7: Repetindo, também é necessário multiplicar a área da face por três, pois há três faces laterais. A área total

vai ser então, duas vezes a área da base que é ‘b’, vezes ‘h’ sobre dois mais três vezes ‘b’ vezes ‘h’. Fonte: Transcrição da gravação de áudio da Dupla 4,Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

De acordo com a fala do Estudante A8, percebe-se que o mesmo compreende a fórmula de área através da representação figural. No entanto, quando calcula a área da base, ou seja, do triângulo equilátero, apresenta a fórmula de área de um triângulo retângulo. Este equívoco pode indicar uma lacuna em relação aos conceitos geométricos e sua representação, pois o estudante não relacionou o conceito à representação utilizada do objeto. Se o estudante apresenta dificuldade em realizar a conversão envolvendo o registro figural, significa que pode não ter havido apropriação do significado do conceito.

[...] as representações semióticas – ou, mais exatamente, a diversidade dos registros de representação – têm um papel central na compreensão. A compreensão requer a coordenação dos diferentes registros. Ora, uma tal coordenação não se opera espontaneamente e não é consequência de nenhuma “conceitualização” a-semiótica. A maioria dos alunos, ao longo de seu currículo, permanece aquém dessa compreensão. Daí as dificuldades recorrentes e as limitações bastante “estreitas” em suas capacidades de aprendizagem matemática. Os únicos acertos que lhes são possíveis se dão em monorregistros (registros monofuncionais), muitas vezes privados de “significado” e inutilizáveis fora do contexto de suas aprendizagens (DUVAL, 2003, p. 29).

De acordo com a teoria de Duval, a aprendizagem ocorre quando o aluno adquire a capacidade de mudar de registro. Por isso, foi proposto aos estudantes o problema abaixo, no registro da língua natural. Nesse, os estudantes precisavam calcular a área e o volume da superfície do prisma. Cabe ressaltar que os cálculos de área e o volume foram desenvolvidos no papel e no GeoGebra. A Figura 38 apresenta o problema proposto.

Figura 38: Problema proposto para cálculo de área

Fonte: Sequência de ensino proposta pela professora/pesquisadora.

Segundo Duval (2003), o processo cognitivo do estudante é formado por três fases: visualização, construção e raciocínio de maneira a interpretar o problema. Nesta atividade, pode-se dizer que os estudantes partiram da apreensão discursiva e sequencial, sendo que no primeiro momento fizeram a interpretação do enunciado e a compreensão de suas propriedades no registro de língua natural e simbólica, para então fazer a construção do sólido, partindo de um procedimento de comandos já utilizados anteriormente.

Figura 39: Conversão do problema proposto pelo registro de língua natural para o registro figural no GeoGebra

Fonte: Software GeoGebra, Dupla 3, Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

Os estudantes fizeram a construção do polígono usando o comando “polígono regular” para construir o triângulo de base 8 cm, demarcado pelos pontos (0, 8). Com o comando “Extrusão para prisma ou cilindro”, definiram a altura de 20 cm e construíram o prisma triangular. Com o comando de “área”, clicaram sobre o prisma e perceberam na janela de álgebra, que o valor não correspondia à medida da área total calculada no papel, solicitando ajuda da professora/pesquisadora conforme indicado no Diálogo 9.

Figura 40: Demonstração do cálculo de volume do prisma

Fonte: Folha de registros da Dupla 3, Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

Quadro 21: Argumentos da Dupla 3 com a professora em relação a atividade proposta

Diálogo 9

(01) A5: professora porque a área calculada não fecha com a área que calculamos aqui? (02) Pesq.: então olhem para as áreas encontradas no GeoGebra e como estas estão identificadas. (03) A6: Tá, uma esta em cima do triângulo e a outra na face.

(04) A5: Há sim, ele calculou separado, claro, porque aqui tá marcado área de DEF, que é a base. Tá profe,

agora entendi.

(05) A6: E como a gente junta isso profe?

(06) Pesq.: Para vocês calcularem a área total da figura vocês precisam inserir a fórmula no campo de entrada.

(07) A6: Então não pode usar, por exemplo, área total é igual a duas vezes área da base mais três vezes área

lateral? Tem que usar o nome que está aqui? (apontando ou se referenciando a figura na janela de visualização)

(08) Pesq.: Exatamente, você vai calcular a partir dos elementos do prisma, mas com a definição dada no

software. Ou seja, as propriedades das figuras e sólidos.

(09) A6: Tá bom.

Fonte: Transcrição da gravação de áudio da Dupla 3, Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

Após a explicação da professora/pesquisadora, a Dupla 3 precisou retomar ao registro figural para verificar e identificar as propriedades do sólido na interface do software, de acordo com as suas denominações. Também precisaram mobilizar estas propriedades de maneira a identificar o erro que tinham cometido ao tentar identificar as áreas. Este episódio expressa o potencial do software GeoGebra em relação ao registro figural, permitindo ao estudante visualizar de maneira objetiva os elementos fundamentais e suas propriedades para o cálculo de área e volume.

Como exemplo disso, os estudantes puderam perceber que utilizando o comando de ‘área’ sobre a representação geométrica, o mesmo calcula apenas a área de uma base quando sobre a base e de uma face quando disposto sobre a face. Assim sendo, é extremamente necessário, para que ocorra a aprendizagem, que os estudantes desenvolvam a relação da quantidade de bases e faces que formam o sólido. E, pela identificação destes no registro figural, reorganizem o cálculo através da utilização de outros comandos, o que foi desenvolvido pela Dupla 3, conforme podemos identificar na janela de álgebra, na Figura 39.

Os estudantes tiveram a capacidade de mobilizar o registro de língua natural para a construção do registro figural e, a partir deste, explorar os elementos do prisma triangular conforme apresentados no papel e sua respectiva representação no GeoGebra, uma vez que a fórmula utilizada no papel é apresentada de maneira diferente no software. Esta diferença possibilitou ao professor a problematização de propriedades matemáticas fundamentais, para elaboração do conceito.

A partir disso, podemos considerar que a atividade de conversão por si só não é suficiente de modo a obter a aprendizagem de um conceito. É preciso coordenar e tratar os elementos conceituais e identificar o processo cognitivo que o estudante desenvolve para chegar à conversão, ou seja, o que faz efetivamente na atividade de tratamento. Nesta atividade, a Dupla 3 identificou que o software GeoGebra permite verificar dados na janela de álgebra partindo do princípio da construção na janela de visualização.

O problema seguinte exigia dos estudantes o cálculo do volume a partir das informações dadas no registro da língua natural.

Figura 41: Problema proposto para o cálculo de volume

Fonte: Sequência de ensino proposta pela professora/pesquisadora.

Para a atividade a Dupla 3 utilizou os mesmos comandos da atividade anterior. Fizeram a construção do sólido no GeoGebra, e com o comando “volume”, calcularam o volume da superfície do prisma. A partir disso, verificaram a resposta desenvolvendo o cálculo no papel.

Figura 42: Comprovação do cálculo de volume do problema proposto

Fonte: Folha de Registros da Dupla 3, Mom. 1, Ativ. 3, Enc. IV, 2017.

A Figura 43 apresenta o desenvolvimento da atividade feita pelos estudantes no software. Cabe ressaltar que, nesta atividade, os estudantes consideraram o procedimento desenvolvido para o cálculo de área no software e exploram a fórmula matemática por meio do registro figural.

Figura 43: Construção do prisma para cálculo de volume

Fonte: Software GeoGebra, Mom. 1, Ativ. 2, Enc. IV, 2017.

Durante a construção do sólido geométrico para o cálculo de volume, os estudantes tiveram a percepção de que teriam de analisar o volume do mesmo ao utilizarem o comando ‘volume’ do GeoGebra, considerando o desenvolvimento do cálculo de área no exercício anterior apresentado no Quadro 21. Por isso, verificando os valores apresentados no software,

os estudantes utilizaram o ‘campo de entrada’ para apresentar o cálculo de volume do prisma triangular construído, obtendo êxito no resultado.

Gravina (1996, p. 13), afirma que em softwares de geometria dinâmica, no caso o GeoGebra

[...] conceitos geométricos são construídos com equilíbrio conceitual e figural; a habilidade em perceber representações diferentes de uma mesma configuração se desenvolve; controle sobre configurações geométricas leva a descoberta de propriedades novas e interessantes. Quanto às atitudes dos estudantes frente ao processo de aprender: experimentam; criam estratégias; fazem conjectura; argumentam e deduzem propriedades matemáticas. A partir da manipulação concreta “o desenho em movimento”, passa para manipulação abstrata atingindo níveis mentais superiores da dedução e rigor, e desta forma entendem a natureza do raciocínio matemático.

Desta forma, pudemos verificar que o GeoGebra oportuniza ao estudante um momento de interação com o objeto em estudo, favorecendo a ampliação do estabelecimento de seu raciocínio e, consequentemente, resultados positivos que surgem das diferentes formas de representação que contribuem para a formalização dos conceitos.

4.2.3 Quando ocorre a compreensão dos elementos do sólido geométrico aliada a