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1.5 Accouchement par forceps

1.5.2 Mode d’emploi des forceps

3.2 ENNEAD EMERGENCY KIT

3.2.1 Ennead Lab: Rethinking refugee communities

Ennead Architect é um estúdio de arquitetura com base em Nova York; uma das seções em que está subdividido, a Ennea Lab, baseia-se na filosofia de aplicar o “pensamento arquitectónico para investigar questões desafiadoras e design intrigantes fora dos limites tradicionais da prá- tica arquitetônica.”8

Da colaboração entre Ennead Lab, a Universidade de Stanford e o ACNUR surgiu Rethinking Refugee Communities, premiado com menção honorária nos AIANY Design Awards de 2015, um projeto que visa explorar “o processo de planeamento, construção e operação de assentamen- tos de refugiados, com o objetivo de fomentar relações mutuamente benéficas entre refugia- dos e comunidades de acolhimento, todos com foco em soluções duradouras e estratégias de saída racionais.”9 A base do projeto é, portanto, a firme convicção de que o assentamento de refugiados pode ser uma oportunidade em vez de um fardo para as populações locais e que a chave para gerar intercâmbios proveitosos é um bom projeto dos campos. Através da criação de novos espaços e oportunidades, favorece-se o desenvolvimento de uma relação benéfica tanto para os refugiados quanto para os residentes locais, abrindo o caminho para a partilha de infraestruturas, recursos e oportunidades económicas, naquela que é indicada como a única estratégia sustentável.

A partir de uma compreensão clara das principais restrições encontradas na concepção de novos assentamentos de refugiados, em primeiro lugar a falta de tempo em situações de emer- gência, o Ennead Lab desenvolveu um Toolkit unificado que, através da análise de dados GIS10, considera as várias necessidades de cada etapa da resposta humanitária, em três escalas dife- rentes. O sistema é simples mas brilhante e permite uma resposta estruturada à emergência de forma sistemática e efetiva:

Numa escala macro é identificado o lugar mais favorável para a criação de um novo campo, sobrepondo dados físicos e socioeconómicos; adicionalmente, avalia-se quais são os benefícios que pode trazer para os residentes locais a criação de novas estruturas: numa área sem esta- belecimentos de saúde, por exemplo, o assentamento de um campo cujas instalações estejam abertas à população local pode trazer benefícios inesperados. Do mesmo modo, um território com poucos recursos naturais - e consequentemente uma baixa chance de auto-subsistência - será descartado no início. (fig. 56)

8 ENNEAD LAB, Rethinking refugees communities, online: www.enneadlab.org/projects/rethinking-refugee-com- munities

9 Ibidem

10 GIS è o acronimo por Geographic Information System, um sistema projetado para receber, armazenar, processar e analisar dados de tipo geográfico.

integração crescimento sustentável transição emergência expansão externa identificar as

encostas localizar os canais de drenagem definir as áreas residenciais espaço livredeixar

POVOAÇÕES

descentralizadas conectivocorredor satelItes

57.

58.

Uma vez selecionado o local de instalação mais apropriado, numa escala intermediária identifi- ca-se a melhor tipologia de assentamento; nesta fase é dada especial atenção à avaliação da me- lhor estratégia de implantação, considerando não só as necessidades imediatas, mas também os possíveis desenvolvimentos futuros. As principais opções representadas consideram, além de fatores sociais e culturais, também os limites impostos geralmente pelos governos anfitriões: a possibilidade de designar campos completamente separados do contexto, ainda que contem- plada, fica igualmente fortemente desaconselhada. (fig. 57)

É particularmente interessante ver como é tomado em consideração o aspeto temporal: num dos exemplos mostra-se um complexo localizado entre duas comunidades existentes, de forma que os serviços e as estruturas do campo possam atuar como um ponto de atração. (fig. 58)

Numa fase final, isso leva à ocupação total do espaço divisor, com uma integração completa entre as comunidades. A estratégia é vencedora qualquer seja o futuro da população de refu- giados: em caso de repatriação, os novos serviços podem ser completamente transferidos para a população de acolhimento.

Finalmente, numa micro escala, são conjugadas as necessidades sociais e programáticas com a topografia do local, tomando em consideração as condições do solo, os fatores climáticos e a vegetação local. Por exemplo, uma vez que são localizadas as maiores encosta, é possível estabelecer o curso dos principais canais de drenagem, segundo os quais se modelam as áreas residenciais e as áreas livres. (fig. 59)

O programa permite, através de um sistema paramétrico, variar as constantes numéricas forne- cidas pelas diretivas do ACNUR, de modo a satisfazer as necessidades da situação específica; além disso, as ferramentas gráficas do toolkit permitem aos designers compreender e analisar a topografia e o meio ambiente em pouco tempo, mesmo com pouco conhecimento prévio do local.

3.2.2 Caso de estudo: Mugombwa, Ruanda

O caso que foi selecionado para testar o Toolkit é o campo de Mugombwa, em Ruanda. Em 2014, o país contava com cerca de 80,124 refugiados no seu território, principalmente congoleses; os relatórios ACNUR indicam que os problemas maiores eram a baixa disponibi- lidade de terras cultiváveis e a limitada presença de atividades geradoras de rendimentos para as populações deslocadas, resultando numa forte dependência da ajuda internacional. No final de 2016 o número de refugiados no território ruandés duplicou, contando agora com 164,080 indivíduos11: o governo, numa estratégia bastante progressiva, permanece fiel ao princípio de non-refoulement e garante aos refugiados liberdade de circulação e direito ao trabalho. A situa-

11 UNHCR, Rwanda: Global Focus, 2017, online: http://reporting.unhcr.org/node/12530?y=2017#year [consul- tado a il 30.07.2017]

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