DIRETRIZ 6 - GORDURAS, AÇÚCARES E SAL 41
Todos
Profissionais de saúde
Governo e setor produtivo de alimentos
- Refeições são saudáveis quando prepa-radas com alimentos variados, com tipos e quantidades adequadas às fases do curso da vida, compondo refe- ições coloridas e saborosas que incluem alimentos tanto de origem vegetal como animal.
- Para garantir a saúde, faça pelo menos três refei- ções por dia (café da manhã, almoço e jantar), inter- caladas por pequenos lanches.
- A alimentação saudável tem início com a prática do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e complementar até pelo menos os 2 anos, e se prolonga pela vida com adoção de bons hábitos alimentares.
- Sobre a necessidade de se realizar pelo menos três refeições diárias, intercaladas com lanches saudá- veis;
- Quanto à importância da consulta e interpretação da informação nutricional e da lista de ingredientes presentes nos rótulos dos alimentos, para a seleção de alimentos mais saudáveis;
- As mulheres durante a gestação sobre a importância da prática do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade da criança e sobre os passos para a alimentação complementar após esse período.
- Os cereais, de preferência integrais, as legumi- nosas e as frutas, legumes e verduras, no seu conjunto, devem fornecer mais da metade (55% a 75%) do total de energia diária da alimentação.
- Aumentar e incentivar a produção, o processa- mento, o abastecimento e a comercialização de todos os tipos de alimentos que compõem uma alimentação saudável.
- Implementar programas de orientação e educação nutricional, de forma continuada, respei- tando a identidade cultural das populações. - Garantir a qualidade dos alimentos - e processados - colocados no mercado para consumo da população.
in natura
Orientar:
Saber que:
- Implantar, fiscalizar e exigir a implantação das Boas Práticas de Manipulação de Alimentos em locais de processamento, manipulação, venda e consumo de alimentos.
- Assegurar o cumprimento da legislação que promove o aleitamento materno enquanto direito da criança à alimentação adequada.
- Garantir que programas públicos de alimentação e nutrição incorporem os princípios da alimentação saudável.
- Regulamentar estratégias de de alimen- tos, em todas as formas de mídia, principalmente para aquelas direcionadas para crianças e adoles- centes.
- Consuma diariamente alimentos como cereais inte- grais, feijões, frutas, legumes e verduras, leite e deri- vados e carnes magras, aves ou peixes.
- Diminua o consumo de frituras e alimentos que contenham elevada quantidade de açúcares, gorduras e sal.
- Valorize a sua cultura alimentar e mantenha seus bons hábitos alimentares.
- Saboreie refeições variadas, ricas em alimentos regionais saudáveis e disponíveis na sua comuni- dade.
- Escolha os alimentos mais saudáveis, lendo as informações nutricionais dos rótulos dos alimentos. - Alimente a criança somente com leite materno até a idade de 6 meses e depois complemente com outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos ou mais.
- Procure nos serviços de saúde orientações a respeito da maneira correta de introduzir alimentos complementares e refeições quando a criança completar 6 meses de vida.
O que se denomina “alimentação saudável” pode adquirir muitos significados dependendo do país ou região de um mesmo país, cultura e época. Porém, em geral, a alimentação saudável é sempre constituída por três tipos de alimentos básicos:
1) alimentos com alta concentração de carboidratos, como os grãos (incluindo arroz, milho e trigo), pães, massas, tubérculos (como as batatas e o inhame) e raízes (como a mandioca);
marketing
Família
Considerações e informações adicionais
GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA
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2) As frutas, legumes e verduras;
3) Os alimentos vegetais ricos em proteínas (particularmente os cereais integrais, as legumi- nosas e também as sementes e castanhas) (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 1989a; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1990b, 2003a; WORLD CANCER RESEARCH FUND, 1997; PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION, 1998b; UNITED NATIONS ADMINISTRATIVE COORDINATING COMMITTEE, 2000).
As leguminosas incluem o feijão-verde, feijão-de-corda, jalo, preto, largo, flageolé, cario- quinha, azuqui, rim, mungo, pinto, fradinho, macassar, guandu e branco e também as lentilhas, ervilhas secas, fava, soja e grão-de-bico. Neste guia, a palavra “feijões” será usada para se referir a todos esses tipos de leguminosas.
Os alimentos de origem animal também são parte de uma alimentação saudável, que inclui pequenas quantidades de carne de boi ou porco, carneiro, coelho, jacaré e outras, aves, peixe, ovos e também leite, queijo e iogurte, preferencialmente desnatados ou com baixos teores de gordura.
Os sistemas alimentares, compostos pela rede de produção, abastecimento e comer- cialização, que disponibilizam alimentos variados de origem vegetal, somados aos tipos mais saudá- veis de alimentos de origem animal, e que têm como base a cultura alimentar nacional e regional, são de importância fundamental para a saúde pública, para a segurança alimentar e nutricional e para a soberania de um país.
As diretrizes contidas neste guia contri- buirão para a adoção de uma alimentação saudável, em todas as fases do curso da vida, exceto para crianças menores de 2 anos de idade que têm orien- tações específicas consolidadas no
(BRASIL, 2002d, 2002e).
A alimentação, quando adequada e vari- ada, previne as deficiências nutricionais e protege contra as doenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar a função imunoló- gica. Pessoas bem alimentadas são mais resistentes às infecções (SCRIMSHAW et al., 1968; UNITED NATIONS ADMINISTRATIVE COORDINATING COMMITTEE, 2000; SCRIMSHAW, 2000). Uma alimentação saudável contribui também para a
"Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos" e nos “Dez Passos para a Alimentação Saudável da Criança Menor de Dois Anos"
proteção contra as doenças crônicas não- transmissíveis (DCNT) e potencialmente fatais, como diabetes, hipertensão, acidente vascular cere- bral, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, que, em conjunto, estão entre as principais causas de incapacidade e morte no Brasil e em vários outros países. Essa proteção é devida a três fatores interre- lacionados:
1) o consumo de uma diversidade de nutri- entes que protegem e mantêm o funcionamento adequado do organismo;
2) a reduzida quantidade de gorduras satu- radas, gorduras totais, açúcares, sal e álcool, compo- nentes relacionados ao aumento de risco de DCNT;
3) a baixa concentração energética que previne o excesso de peso e a obesidade, que, por sua vez, aumentam o risco de outras doenças crônicas não-transmissíveis (NATIONAL RESEARCH COUNCIL, 1989a; WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1990b, 2000a, 2003a; WORLD CANCER RESEARCH FUND, 1997; UNITED NATIONS ADMINISTRATIVE COORDINATING COMMITTEE, 2000).
Em crianças, a ingestão inadequada de energia por meio dos alimentos pode gerar uma deficiência nutricional séria que compromete a saúde, o crescimento e o desenvolvimento adequa- dos, a resistência contra as doenças, podendo levá- las à morte.
Atualmente, os cientistas, profissionais de saúde pública e formuladores de políticas em alimentação e nutrição estimulam o desenvolvi- mento de recomendações para uma alimentação saudável baseada em alimentos e não em nutrientes (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1998), mesmo porque os alimentos são compostos por nutrientes; mas, para definir e recomendar uma alimentação saudável, os parâmetros nutricionais são conside- rados e, com bases neles, são estabelecidas as orien- tações para consumo dos alimentos organizados em grupos, de acordo com seus nutrientes principais.
Sempre que necessário, ao longo deste guia foram incluídas informações adicionais a respeito dos nutrientes: compostos bioativos, vitaminas e minerais, fibra alimentar, proteínas, carboidratos e açúcar, gorduras e ácidos graxos. Todos esses nutrientes são encontrados nos alimentos.
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