• Aucun résultat trouvé

Jurisprudence du Conseil constitutionnel

Dans le document Décision n° 2012 - 261 QPC (Page 11-14)

Os conceitos derivados do inconsciente como repressão, censura, e negação, esclarecem aspectos fundamentais da historiografia moderna. Por meio de manuscritos, notas, rasuras e omissões. Aquilo que se pretendia esconder, ocultar, recalcar se revela ainda com mais força na obra de Harry Laus, como as páginas rasgadas do caderno de confissões, seu diário, que, por ironia, tem o nome de Diário Quase íntimo. Tais omissões deixam o silêncio de uma ausência, uma fissura no ato da escrita.

Os diários, que cobrem o período de 1947 a 1959, transformam-se em dois projetos ambiciosos do escritor: Impressões de vida e leituras e Monólogos de provação, os quais o autor em vida tentou inúmeras vezes publicar sem ter obtido êxito pela negativa de editores.

Estes dois projetos vão se tornar realidade editorial em 1998, alguns anos após a morte do autor quando a irmã e também escritora, Ruth Laus, num empenho determinado, bem característico de sua personalidade, organizou os projetos, mantendo-lhes os títulos, com uma inversão de ordem do primeiro e publicou-os em dois volumes pela Bernúncia Editora. Não fosse esta dedicação, muito da obra de Harry Laus teria ficado dispersa, sem que tivéssemos reunida a documentação da sua intensa trajetória na vida cultural e literária dos grandes centros do País.

Os Diários de Harry Laus registram um percurso de uma vida marcada por múltiplas facetas e pela falta de fronteiras entre os espaços da intimidade do leitor, do criador e do profissional ligado às Forças Armadas Brasileiras; abrangem o período de 1947 a 1992, quando sua vida chega ao fim. (MORAES, 2002, p.11)

São sete cadernos manuscritos, autógrafos e três pastas, contendo os datiloscritos.

Diário Quase Íntimo, que abrange as anotações do período de 27 de dezembro de 1949 a 14

de março de 1953; Impressões de Vida e Leituras – diário, que se constitui numa síntese crítica do Diário Quase Íntimo, prioriza as impressões de leituras e de vida em detrimento dos dados íntimos, foi iniciado em 02 de janeiro de 1953; e o Monólogo da Provação – reescritura seletiva do Diário de Corumbá, com 92 páginas datilografadas, abordando o período de fevereiro de 1958 a junho de 1959, e os manuscritos e autógrafos do período entre 1960 – 1962.

Escritos que abordam o período de 1947 a 1992, por meio da construção de um dossiê resultante de um corpus que totaliza dois mil, cento e dezenove páginas.

O “Caderno Preto” (1947-1949), o “Caderno Marrom I” (1949-1952), o “Caderno Marrom II” (1952-1953), e o “Caderno Marrom III” (1958-1959), enquanto os diários escritos entre 1960 e 1992.

O “Caderno Preto” com duzentas folhas escritas tanto no anverso quanto no verso, com caneta tinteiro, do qual vinte primeiras páginas foram rasgadas, restando indícios de cinco delas.

O “Caderno Marrom I”, com quatrocentas folhas, escritas a caneta tinteiro no anverso e no verso. O diário foi iniciado em Porto Alegre, RS, em 27 de dezembro de 1949 e encerrado em 10 de março de 1952, e é intitulado Diário de Bordo.

O “Caderno Marrom II”, com quatrocentas folhas, escritas a caneta tinteiro, iniciado em 10 de março de 1952, foi encerrado no dia 30 de setembro de 1953 em Porto Alegre, RS.

O “Caderno Marrom III”, com duzentas e quarenta e seis folhas, fixadas numa pasta/ arquivo marrom. O Diário foi escrito em Corumbá, MT, entre os dias 27 de fevereiro e 21 de outubro de 1958. As anotações foram retomadas em Foz do Iguaçu, PR, em 10 de maio de 1959. Da página um até a duzentos e dezesseis, as folhas foram escritas somente no anverso da página, sendo que entre a página duzentos e dezessete e a duzentos e trinta e sete foram escritas em ambos os lados. Da página duzentos e trinta e oito até a duzentos e quarenta, em branco, não há anotações; e da página duzentos e quarenta e um até a duzentos e quarenta e seis, os anversos estão escritos.

O tipo de caneta utilizado é a tinteiro, tinta azul ou preta. As páginas entre a trinta e seis até a setenta e cinco, e a noventa e nove a cento e um, são datilografadas e denominados

Diário de Corumbá.

Já o caderno intitulado Processo dos Livros, contém cinqüenta e oito páginas escritas a caneta esferográfica azul. As anotações começam no dia 31 de outubro de 1960 e se encerram no dia 23 de julho de 1962, no Rio de Janeiro, RJ. Da primeira página à nona, são todas as páginas escritas na frente e no verso. A caneta utilizada é esferográfica de tinta azul, com datas, nomes próprios e fatos significativos sublinhados em vermelho com caneta hidrocor.

Um caderno de capa dura vermelha, intitulado “Diário 1975/1977 – Diário de

Viagens tem cento e sessenta e seis folhas. Suas páginas de um a doze são anotações literárias.

O Diário propriamente dito iniciou-se na página treze, no dia 15 de novembro de 1975, com anotações de viagens pelo continente europeu e foi encerrado no dia 15 de novembro do mesmo ano. São acrescentados no final, um índice cronológico e um índice de assuntos. As páginas de um a doze estão escritas com caneta esferográfica de tinta azul. A partir da página quarenta e cinco, nos escritos sobrepostos, em algumas das folhas dos diários, nos traços sublinhados e nos sinais de parênteses foram utilizadas canetas hidrocor em azul. Já da página setenta e sete em diante, os destaques do texto foi escritos com caneta esferográfica vermelha.

O “Caderno Preto” com capa plastificada, intitulado Último Diário - junho 1988/maio 1992, conta com cento e cinqüenta e uma páginas. As primeiras anotações são datadas do dia doze de junho de 1988 e as últimas, de 12 de maio de 1992. Antecede o Diário, uma página com um esquema de um prólogo e três partes de um projeto literário datado de 1989. O manuscrito é intercalado com colagens de recortes de jornal, com data de 23 de outubro de 1989, contendo um poema de Paulo Leminski, uma entrevista de John Updike à Folha de São Paulo e um bilhete da irmã Ruth Laus.

Em 2000, Claire Cayron, tradutora francesa da obra de Harry Laus, sua grande amiga e incentivadora, publicou, pela Jose Conti, num único volume, Os Diários de 1949- 1959, com o título Journal Absurde. A edição/tradução elaborada por essa tradutora francesa foi organizada a partir de quatro documentos: um diário manuscrito em três cadernos; um caderno preto e dois cadernos marrons; um diário datiloscrito, intitulado Diário quase íntimo; um datiloscrito intitulado Impressões de vida e leituras e o datiloscrito intitulado Monólogo

da provação.

Esses cadernos/diários integram a série Diversos (Dv), como uma subsérie intitulada Cadernos, contendo a entrada dos verbetes unitários de cada um dos sete cadernos que

formam um conjunto de escritos do titular, entre esse estão os cadernos/diários, um conjunto de documentos autógrafos e três pastas, contendo os datiloscritos fixados com texto-base que, em 2002, torna-se um projeto de Tese de Doutorado, apresentado por Taiza Mara Rauen Moraes. Tal pesquisa consiste na elaboração de uma edição crítica numa perspectiva genética, que se propõe a fixar escritos que abrangem o período de 1947 a 1992, através de um dossiê que reúne 2.119 páginas. O estudo se detém na elaboração de uma edição crítico-genética dos Diários de Harry Laus. Um trabalho de pesquisa que procura reconstituir as etapas do processo de construção textual cronologicamente para captar o ritmo e a direção assumida pelo texto. Esse trabalho encontra-se arrolado na série Produção intelectual de terceiros (Pit). Já, na Série Produção na imprensa (J) encontram-se numerosos registros dos artigos de jornais sob a rubrica de Harry Laus.

Dans le document Décision n° 2012 - 261 QPC (Page 11-14)

Documents relatifs