IMPROVING SURVIVAL THROUGH CANCER SCREENING AND EARLY DIAGNOSIS
5. Improve referral pathways and diagnostic capacity:
De maneira a manter o nível de eficiência elevado e reduzir os períodos e o tempo de indisponibilidade, os sistemas de tratamento e controlo de emissões são explorados e mantidos adequadamente, sendo explicitado no Relatório Único (RU), a que a CIRES é obrigada a preencher e que incorpora o Registo Europeu de Gases de Efeito de Estufa (REGEE), o Registo Europeu de Emissões e Transferência de Poluentes (PRTR) e o Relatório Ambiental Anual (RAA), o plano de
manutenção aos sistemas instalados, a sua periodicidade e os respectivos procedimentos. Neste relatório consta ainda o número de horas correspondente às situações de funcionamento deficiente ou avaria nos sistemas de tratamento e controlo das emissões para os diferentes receptores.
Águas de Abastecimento (Uso Industrial)
A água bruta utilizada para uso industrial, é filtrada, desmineralizada ou desionizada, conforme o fim a que é destinada. Esta é proveniente, como se referiu anteriormente, quase exclusivamente da captação superficial no Rio Antuã (captação AC5), ou, no caso de falha neste sistema, proveniente dos furos AC1 a AC4. Antes de ser utilizada, a água captada é sujeita, na instalação, a três etapas de tratamento físico-químico:
Arejamento, para oxidação do ferro e remoção do CO2 presente;
Sedimentação, com adição de cal e policloreto de alumínio para floculação e correcção do pH;
Filtração, em filtros de areia;
Seguindo a sequência do processo, parte da água filtrada é convertida em água desmineralizada, dispondo a instalação de um sistema de resinas de permuta iónica. Uma fracção da água desmineralizada é utilizada na alimentação das caldeiras de produção de vapor, e outra parte é desionizada. A água tratada resultante é enviada para armazenamento para posterior utilização final, enquanto os efluentes resultantes das purgas nos tanques de sedimentação e das lavagens dos filtros de areia são enviadas para o decantador das lamas férricas existente na instalação. Adicionalmente, os efluentes gerados na produção de água desmineralizada e os efluentes resultantes das unidades de desionização sofrem neutralização em tanques próprios.
Emissões Atmosféricas
As etapas de stripping, após a fase de polimerização, desempenham um papel fundamental na minimização das emissões atmosféricas de VCM. A recuperação deste, que se encontra presente nas correntes residuais provenientes da operação de desgaseificação dos reactores, e nas operações de stripping, além de melhorar o desempenho ambiental, é importante na diminuição dos custos associados à aquisição de matéria-prima. As correntes contendo VCM residual são enviadas para um gasómetro, sendo posteriormente sujeitas a tratamento de desumidificação e neutralização. O VCM recuperado é de seguida condensado (uso combinado de temperatura baixa e pressão elevada) para posterior reutilização no processo de fabrico. Após o estágio de condensação, a corrente gasosa, pode ainda conter quantidades relevantes de VCM, que é conduzido para uma segunda unidade de recuperação, arrefecida a azoto líquido (unidade criogénica), antes do efluente
ser enviado para a atmosfera, através da fonte pontual FF15. O tratamento de fim-de-linha, referente à remoção de partículas de PVC nas unidades de secagem, é feito, essencialmente, através de ciclones instalados nas fontes pontuais FF1, FF2, FF6, FF8 e FF10 associadas ao fabrico de PVC-S. Nas fontes pontuais FF5, FF7 e FF9, encontram-se instalados ciclones seguidos de lavador de gases (scrubber). As fontes pontuais FF3 e FF4, que existiam em separado e dispunham de ciclone para remoção de partículas, foram sujeitas a um projecto destinado à junção destas duas unidades, tendo sido também implementado um scrubber a jusante, para tratamento complementar de fim-de-linha dos efluentes gasosos. Associadas às unidades de secagem da linha de fabrico de PVC-E, material com uma granulometria inferior ao PVC-S, as fontes pontuais FF11, FF12, FF13 e FF14, estão equipadas com filtro de mangas para uma remoção mais eficiente das partículas de PVC. Existe ainda um sistema de lavagem de gases ácidos, referente à fonte pontual FF16, associada à neutralização dos efluentes líquidos que resultam dos processos de tratamento de água bruta para abastecimento industrial.
Águas Residuais Domésticas e Industriais
As águas residuais domésticas e os efluentes industriais, uma vez que apresentam conteúdos diferenciados, e por conseguinte, diferentes tratamentos, são recolhidos por redes distintas.
Os efluentes industriais gerados na instalação localizada no CQE, apresentam três origens diferentes:
I. Efluentes contaminados com VCM, com origem nos processos de fabrico de PVC, tais como:
Condensados dos strippings de suspensão;
Efluentes resultantes da lavagem de equipamentos (reactores, tanques, tinas de descarga, etc.);
Purgas de equipamentos que se encontram em ambiente VCM;
II. Efluentes com origem nos processos de fabrico de PVC, não contaminados com VCM, tais como;
Efluentes resultantes da centrifugação da suspensão produzida nos reactores;
Efluentes resultantes de lavagens diversas de equipamentos, embalagens de produtos químicos, ou outras;
III. Efluentes gerados nos processos de tratamento de água bruta para uso industrial;
Os efluentes indicados em I., são enviados numa primeira fase para uma unidade de stripping de efluentes, para remoção de VCM, sendo posteriormente enviados para decantadores gravíticos da ETE. Os efluentes referidos em II., são enviados directamente para a ETE, que integra três
decantadores gravíticos com capacidade unitária de 290 m3. Quanto aos efluentes enunciados em III., estes passam por um processo de decantação no decantador de lamas férricas, com capacidade de 500 m3, e posterior encaminhamento para o ponto de descarga EH2.
Os efluentes com maior contaminação em partículas de PVC são inicialmente encaminhados para tanques, onde são submetidos a uma sedimentação prévia à decantação/homogeneização realizada nos decantadores gravíticos. As lamas resultantes de PVC sofrem espessamento em filtro- prensa. Após este processo, os efluentes são encaminhadas para o ponto de descarga ED1, que faz parte da rede de drenagem final da instalação, sendo posteriormente encaminhados para a rede de drenagem do sistema colectivo, gerida pela Câmara Municipal de Estarreja (CME) e pelo Sistema Multimunicipal de Saneamento da Ria de Aveiro (SIMRIA). Na rede de drenagem associada aos efluentes gerados na área de instalação afecta à produção de energia eléctrica e produção de vapor (BAMISO), encontra-se um desoleador a montante do ponto de descarga ED2. Em situação de emergência, a instalação dispõe ainda de uma capacidade de retenção de efluente cerca de 550 m3, que corresponde ao funcionamento normal da instalação durante um período de 5 horas. Para este volume contribui uma bacia de retenção com capacidade de 280 m3, existindo a possibilidade de ligação ao decantador de águas pluviais, com capacidade de 240 m3. Ainda relativo às águas residuais industriais geradas na instalação localizada no CQE, após um pré-tratamento efectuado na instalação, este é complementado por um tratamento final na ETAR Norte do sistema SIMRIA antes de ser descarregado no exutor submarino de S. Jacinto.
Quanto aos efluentes domésticos recolhidos na instalação localizada no CQE, e como já foi referido anteriormente, são recolhidos separadamente dos efluentes industriais, sendo encaminhados para sete tanques colectores subterrâneos e posteriormente bombeados para a rede de drenagem final da instalação, que envia a totalidade dos efluentes (domésticos e industriais) para o sistema colectivo. Na IPR, localizada no Porto Industrial de Aveiro, encontra-se uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) para o tratamento de efluentes domésticos, sendo posteriormente enviados para o ponto de descarga EH3. Nesta instalação, IPR, existe uma rede de água de combate a incêndios, cujas águas, aquando da realização de um ensaio à rede, são descarregadas directamente na Ria de Aveiro, juntamente com as águas pluviais recolhidas nesta área. No caso de uma utilização efectiva da rede de água de combate a incêndios, as águas contaminadas são armazenadas nas bacias de retenção existente nesta área e posteriormente enviadas para o exterior através de operadores licenciados de gestão de resíduos.
Águas Pluviais
As águas pluviais que apresentam um teor inferior de contaminação, são recolhidas separadamente e encaminhadas para o decantador gravítico (240 m3), que também pode ser
utlizado como sistema de retenção de emergência complementar, antes de serem enviadas para o ponto de descarga EH1. Na IPR, as águas pluviais recolhidas são enviadas directamente para a Ria de Aveiro através de dois pontos de descarga.
Resíduos
Os resíduos produzidos na instalação, são armazenados temporariamente, enquanto aguardam encaminhamento para o destino final no exterior da instalação, em parques/áreas de armazenamento de resíduos, que se apresentam equipadas com piso impermeabilizado bem como, cobertura, no caso de ser adequado, e com bacia de retenção e/ou rede de drenagem com encaminhamento para a rede de efluentes industriais, de forma a impedir qualquer ocorrência de derrame ou fuga, prevendo de forma apropriada a sua dispersão e evitando situações de potencial contaminação de solos e/ou água. Neste armazenamento temporário, também são precavidas as situações de dano para o ambiente e para a saúde humana, designadamente por meio de derrame, incêndio e explosão, relativamente às condições de segurança do armazenamento de substância(s) perigosa(s) ou mistura de substâncias perigosas. O acondicionamento dos resíduos é realizado de tal forma que permite a detecção, em qualquer altura, de derrames ou fugas, permitindo ainda a circulação entre as pilhas de embalagens e adequada ventilação. Para tal, os resíduos são acondicionados em contentores, embalagens de elevada resistência e em alguns casos big-bags, sendo dada especial atenção à sua resistência, estado de conservação e capacidade de contenção das embalagens.
O armazenamento de resíduos é realizado de acordo com o disposto na Portaria nº 209/2004, de 3 de Março, tendo em consideração a classificação dada pela Lista Europeia de Resíduos (LER), as características físico-químicas e as características que lhe conferem perigosidade. Para fácil identificação dos resíduos, estes são armazenados e rotulados indelevelmente, onde constam os códigos LER respectivos, o local de produção, da quantidade e sempre que possível as características que lhe conferem perigosidade e a respectiva classe de perigosidade, de acordo com o disposto no Anexo I do Decreto-Lei nº 73/2011.
Na instalação existem cinco áreas/parques principais de armazenamento de resíduos (PA1, PA2, PA3, PA4 e PA5), caracterizadas segundo a tabela seguinte.
Tabela 4 – Principais características das áreas/parques de armazenamento temporário de resíduos, existentes
na instalação localizada no CQE.
Código Área Total (m2) Área Coberta/Área Impermeabilizada Sistema de Drenagem Rede de
Drenagem Exemplos de Resíduos
PA1 408 Sim/Sim Sim Sim
Resíduos de plástico, embalagens de metal, papel, cartão, resíduos equiparados a urbanos
PA2 650 Não/Sim Sim Sim
Sucatas, resíduos de construção e demolição, resíduos de embalgens (plástico, madeira, metal)
PA3 840 Sim/Sim Sim Sim
Resíduos de reacção, bolos de filtração, embalagens de plástico, materiais filtrantes, absorventes, produtos químicos fora de uso, resíduos de laboratório
PA4 23 Parcial/Sim Sim Sim Óleos usados, desperdícios
contaminados, filtros contaminados
PA5 18 Não/Sim Sim Sim Óleos usados, desperdícios
contaminados