JUIN MAI
5- Facteurs pouvant influencer la distribution des larves:
A pesquisadora cursou a graduação em Arquitetura e Urbanismo na Universidade Estadual de Londrina, onde o curso mantém estreitas relações com a graduação em Engenharia Civil, mantendo, assim, maior ênfase nos aspectos técnicos.
As questões humanas simbólicas da arquitetura foram pouco abordadas durante o curso. Quando apareciam, eram relacionadas ao Urbanismo e não ao Projeto Arquitetônico. A grade curricular fechada e a carga horária em disciplinas da Engenharia gerou dificuldades para que a pesquisadora preenchesse as lacunas de seu interesse.
A pesquisadora tinha inclinação para estudos dos aspectos humanos na arquitetura, como, por exemplo, a percepção, e por este motivo, passou a frequentar uma disciplina de fotografia da graduação em Design Gráfico da mesma universidade.
Apenas no final do curso, em 2008, em uma ótima oportunidade na disciplina de Teoria e História da Arquitetura IV D, houve o primeiro encontro da pesquisadora com a fenomenologia. A proposta da disciplina era de que o aluno escolhesse uma obra de um arquiteto e discorresse sobre ela em um ensaio crítico sob a ótica de uma das múltiplas correntes arquitetônicas contemporâneas.
Vendo o interesse da pesquisadora sobre aquele assunto, o Professor Rovenir Bertola Duarte indicou algumas referências. Entre elas, o livro “Uma Nova Agenda para a Arquitetura” (NESBITT, 2006), organizado por Kate Nesbitt, recém-chegado à biblioteca, onde há um capítulo todo dedicado à Fenomenologia, com artigos de Christian Norberg Schulz, Kenneth Frampton e Juhani Pallasmaa.
Foi uma experiência marcante, com impasses, mas o resultado deste trabalho não foi apenas um ensaio crítico sobre a Igreja de Santo Inácio, do Arquiteto Steven Holl, mas também houve a conscientização sobre a importância da reflexão na aprendizagem de nível superior, e foi de onde surgiu a inquietação sobre a temática até hoje estudada pela pesquisadora.
No último ano do curso de graduação, na disciplina de Técnicas de Pesquisa em TFGI, com o Professor Paulo Barnabé, foram estudadas as diversas metodologias e métodos de projeto, as etapas que compõem o processo de projeto, modelos de processos, mas sempre tendo em vista
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a transparência destes processos. Em aulas, foram citados autores com pensamento mais humanístico, como Louis Kahn, Geoffrey Broadbent, Christopher Jones, Christopher Alexander, Simon Unwin, Gaston Bachelard e Jean-Pierre Boutinet.
O Trabalho Final de Graduação Interdisciplinar da pesquisadora foi orientado pelo professor Dr. Humberto Yamaki, da área de Patrimônio Histórico, e teve como tema a Reabilitação de um bairro antigo da cidade de Londrina para idosos com demência e Alzheimer. Sob esta temática sensível, o trabalho foi realizado, mas, na época, a pesquisadora não tinha a maturidade necessária para lidar com tal tema e as possibilidades não foram bem exploradas. Porém, o caminho já vinha sendo trilhado.
Após a graduação, em busca de conhecimento a respeito da concepção dos espaços experienciais, a autora fez duas Especializações. Uma das especializações foi na área de Comunicação Visual, em Fotografia: práxis e discurso fotográfico, em 2011, na Universidade Estadual de Londrina, que abordou estudos de comunicação, linguagem e estética, os quais não haviam sido abordados durante a graduação. Foi de grande contribuição teórica, mas, principalmente, propiciou o contato com a forma de abordagem de uma disciplina externa à arquitetura.
O outro curso de especialização foi em Meio Ambiente Visual e Iluminação Eficiente, cursado em 2012, na Universidad Nacional de Tucumán, no qual foram estudados, além dos aspectos fisiológicos da visão humana e cálculos luminotécnicos, também os efeitos não visuais da luz para o ser humano, como preferências individuais e culturais.
No segundo semestre de 2012, foi cursada a disciplina Bases semióticas da visualidade, no Mestrado em Comunicação Visual da Universidade Estadual de Londrina – UEL, que contribuiu com seu objetivo de análises das interações humanas através de linguagens verbais e não verbais, principalmente em se tratando de imagens e visualidade.
Os estudos de pós-graduação contribuíram para os conhecimentos sobre Percepção Visual, no entanto, pôs-se em questão tal fragmentação da percepção e, assim, surgiu a decisão de dar continuidade à pesquisa sobre os conceitos fenomenológicos.
O Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, da Universidade Federal de Santa Catarina, foi escolhido para o Mestrado por sua grande influência em Conforto Ambiental, pois a proposta seria na área de iluminação. Com a finalidade de participar do processo seletivo de 2013, foi cursada a disciplina de Projeto bioclimático, do PósARQ, realizada no 1º trimestre, que abordou a importância da
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arquitetura vernacular para a adequação da arquitetura atual no clima local, não apenas quanto às estratégias a serem consideradas no processo de projeto, mas também como patrimônio arquitetônico.
Com o decorrer do aprofundamento da revisão bibliográfica, foram realizadas leituras de artigos e livros, com o tema de iluminação, conforto ambiental e fenomenologia. Dentre as leituras, pode-se destacar os livros Aprender a ver: a essência do design de iluminação, de Howard Brandston (2010), A ideia de conforto: reflexões sobre o ambiente construído, de Aluísio Schimid (2005), e Os olhos da pele: a arquitetura e os sentidos, de Juhani Pallasmaa (2011).
Estas leituras levaram à reflexão sobre como a percepção e, consequentemente, o conforto humano, não podem ser mensurados ou separados das experiências específicas de cada indivíduo. Com esta reflexão, pouco tempo antes de entregar a proposta de dissertação para o processo seletivo, foi tomada a decisão de aumentar a abrangência da proposta para a abordagem fenomenológica.
O projeto de pesquisa apresentado para o processo seletivo era amplo, sem recortes e não definia bem os objetivos da pesquisa, mas a tentativa resultou na aprovação no processo seletivo, e mais do que isso, após o ingresso, tomou-se conhecimento de que a professora Maristela Moraes de Almeida, orientadora deste trabalho, atua em pesquisas de abordagem fenomenológica.
As duas disciplinas, que já haviam sido cursadas antes do processo seletivo do programa, foram validadas. No 2º trimestre de 2013 do PósARQ, as disciplinas cursadas foram “Ideia, método e linguagem”, que levantou questões muito importantes sobre processos de projeto arquitetônico, gerando modificações cruciais no projeto de pesquisa, e a disciplina de “Conforto ambiental”, que apesar de abordar normas e medições técnicas de conforto visual, térmico e acústico, também incluiu pesquisa qualitativa e considerações individuais dos usuários de ambientes.
Com o 2º trimestre em andamento, iniciou-se a disciplina semestral “Percepções do ambiente”, do Programa de Pós-graduação em Antropologia Social da UFSC. Nesta disciplina foram apresentadas diferentes teorias de percepção, conhecimento e experiência na interação entre o homem, o outro e o ambiente, entre elas, a fenomenologia e algumas teorias baseadas nela. Houve grande contribuição de autores e referências, como James Gibson e Tim Ingold.
No 3º trimestre de 2013, as disciplinas cursadas foram “Metodologia aplicada” – que abordou várias metodologias de pesquisa distintas, o que reformulou toda a organização da pesquisa, tornando-a
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mais coesa e com grande contribuição de referências metodológicas – e também a disciplina “Projeto assistido por computador” – que tratou de processos de projeto utilizando ferramentas tecnológicas, dando ênfase na prototipagem rápida e fabricação digital, contribuindo, portanto, para a materialidade e espacialidade do processo de projeto, muito enfatizada pela fenomenologia.
As disciplinas cursadas, juntamente com a revisão de literatura, contribuíram para a melhoria e atualização do ensaio sobre o processo de projeto da Capela de Santo Ignácio, do arquiteto Steven Holl.
Em 2014, teve início o estágio de docência na disciplina de “Introdução ao Projeto de Arquitetura e Urbanismo”, na 1ª fase do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSC. A disciplina se encaixou perfeitamente ao tema de pesquisa de mestrado, pois trata da interdisciplinaridade do projeto de arquitetura e urbanismo, da percepção, imaginação e criatividade, e utiliza a materialidade/corporeidade como meio de expressão e linguagem do projeto, como o desenho a mão, maquetes físicas e instalações.