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I. 3 3 Effet sur la santé et réglementation

I.3.4. Technique d’analyse des THM

I.3.4.2. Extraction des THM

Tal como apresentada, essa forma de organização tem como finalidade estudar a função contextual de sequências discursivas específicas, revelando o papel que exercem na gestão das relações de faces, territórios e lugares. Nesse sentido, esta pesquisa transfere para a forma de organização estratégica o trabalho de definir o lugar do contexto no estudo global da heterogeneidade do discurso, investigando as restrições que as propriedades da situação de ação impõem aos agentes, no momento em que produzem e interpretam uma sequência discursiva.

Desse modo, essa forma de organização constitui um conjunto de hipóteses acerca de como tratar a influência de diferentes aspectos (suporte, visadas, posição acional, posição interacional, etc) sobre um agente que, assumindo um status social definido, deve escrever uma sequência discursiva e sobre outro agente que, também assumindo um status social, deve ler essa mesma sequência.

Com o estudo da forma de organização estratégica, procuro, então, alcançar o último objetivo específico desta pesquisa, que é estudar a função contextual de sequências

147 Considerações finais

Neste capítulo, apresentei uma proposta teórico-metodológica com que contornar os problemas apresentados no item 2.4 do capítulo anterior, proposta que me possibilite alcançar os objetivos desta pesquisa. Nesse item 2.4, apresentei evidências recolhidas em diferentes trabalhos de que, ao contrário do que se postula na versão atual do modelo modular, os tipos de discurso recebem influência do gênero que compõem e, portanto, não devem ser concebidos como entidades universais e descontextualizadas. Por isso, reformulei a forma de organização sequencial, de modo que integrasse a noção de gênero e contemplasse o estudo de seu impacto sobre a constituição dos tipos de discurso.

Em 2.4, apontei também a inconsistência com que diferentes trabalhos sobre as formas de organização sequencial e composicional definem as noções de gênero e de contexto, o que provocou uma indefinição do papel dessas noções no estudo da heterogeneidade composicional. Para contornar esse problema, procurei definir a noção de gênero como um conjunto de representações referenciais esquemáticas sócio-historicamente adquiridas pelos membros de uma coletividade e a noção de contexto como o conjunto de enquadres situacionais que emergem em situações de ação particulares. Definidas essas noções, estabeleci o papel que cada uma delas pode exercer no estudo da heterogeneidade composicional. O gênero tem papel no estudo da constituição dos tipos de discurso (forma de organização sequencial) e na definição das marcas linguístico- discursivas e das funções cotextuais típicas das sequências (forma de organização composicional). Já o contexto tem papel no estudo de como as propriedades da situação de ação (elementos dos enquadres acional e interacional) influenciam a atualização das representações esquemáticas (gêneros e tipos), no momento da produção de sequências discursivas particulares (forma de organização estratégica).

O item 2.4 questionou também a pertinência de se considerarem somente informações lexicais, sintáticas e relacionais no estudo da emergência dos efeitos composicionais. Na busca por enriquecer a análise desses efeitos e levar em conta o papel de marcas lexicais e sintáticas em outros níveis discursivos, a forma de organização composicional incorporou o estudo das formas de organização informacional e enunciativa.

148 Plano esquemático Plano emergente

Gênero Contexto

Tipos Sequências

FIGURA 16 - Esquema da proposta para o estudo da heterogeneidade composicional

Com esse esquema, busco situar, umas em relação às outras, as noções de gênero, contexto, tipos de discurso e sequências discursivas no quadro que proponho para o estudo da heterogeneidade composicional. No esquema, os tipos são subordinados aos gêneros, porque em cada gênero se define ou se estabiliza, ao longo de sua constituição histórica, um modo típico de narrar, descrever ou deliberar. Mas a produção de uma dada sequência ocorre em função dos parâmetros do contexto, os quais obrigam o agente por ela responsável a passar suas expectativas sobre o gênero e seus tipos por processos constantes de acomodação, ditados, em grande medida, pelas relações de faces, territórios e lugares. Nesse sentido, a composição de uma sequência particular é o resultado de um confronto entre as expectativas genéricas e os parâmetros contextuais, sendo a atualização de um tipo de discurso dependente da construção de imagens recíprocas entre os interactantes. Dessa forma, torna-se impossível estabelecer uma oposição rígida entre os planos esquemático e emergente das produções discursivas, o que é representado pelas setas duplas.

Com base nas reformulações propostas neste capítulo, acredito que o estudo das formas de organização sequencial, composicional e estratégica das sequências do corpus permitirá o alcance de cada um dos objetivos desta tese, nos capítulos de análise.

Com o estudo da forma de organização sequencial, será possível, no capítulo 5, identificar o tipo narrativo da reportagem e as sequências narrativas. Em seguida, com a forma de organização composicional, será possível, no capítulo 6, verificar qual é a marcação linguístico-discursiva e quais são as funções cotextuais típicas das sequências narrativas da reportagem. Finalmente, a forma de organização estratégica, no capítulo 7, permitirá investigar a função contextual de sequências narrativas particulares extraídas de reportagens do corpus. Aprofundando essas questões metodológicas, o próximo

149 capítulo traz esclarecimentos sobre a constituição do corpus de análise e sobre a metodologia adotada no desenvolvimento das análises.

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PARTE II

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