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ANNEXE 8 : Liste des inventaires floristiques par secteurs d’étude et par habitats naturels

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18. ANNEXES

18.8. ANNEXE 8 : Liste des inventaires floristiques par secteurs d’étude et par habitats naturels

4.1 INTRODUÇÃO

Após o trabalho tratar a respeito do caso da economia brasileira e o desenvolvimento da indústria de microeletrônica, o trabalho se volta para segundo estudo de caso, a Coreia do Sul. Nesse capítulo utiliza-se o caso coreano como contraponto à experiência brasileira, uma vez que o país apresenta considerável nível de inserção no paradigma atual. Dessa forma o trabalho se propõe a analisar o comportamento da economia coreana e o respectivo desenvolvimento da indústria de microeletrônica durante a mudança de paradigma tecnológico.

Para tanto, além dessa introdução o capítulo contará com mais três seções, assim como os dois capítulos anteriores. Na segunda seção, o trabalho se concentra em dissertar a cerca do comportamento da economia sul-coreana durante a segunda metade da década de 1970 até a segunda metade da década de 1990. Faz-se natural o regresso a datas anteriores apenas para contextualização e resgate de determinados acontecimentos influentes sobre a trajetória do desenvolvimento sul- coreano. A partir de um resgate do cenário e comportamento da economia coreana durante o surgimento e maturação do paradigma da microeletrônica, elucida-se de que forma o país enfrentou o mesmo cenário econômico internacional do período.

Na terceira seção desse capítulo, o trabalho se volta novamente para a indústria de microeletrônica, focando no desenvolvimento da indústria coreana. O objetivo dessa seção é entender como se deu a trajetória tecnológica da indústria durante o processo de mudança de paradigma tecnológico. Essa análise se justifica, uma vez que o respectivo país pode ser considerado um caso de sucesso de catching up tecnológico durante o paradigma da microeletrônica, contrapondo a impossibilidade brasileira de realizar o mesmo movimento.

Dissertado sobre o desenvolvimento da indústria de microeletrônica da Coreia do Sul, a penúltima seção o trabalho levanta uma série de dados junto à base de dados internacionais da situação atual da indústria, quanto ao nível de produção, empregados, estabelecimentos, produtividade e comercio exterior. Dessa forma o leitor pode comparar os estágios atuais de desenvolvimento a partir de variáveis comuns a ambas economias. Tais dados vêm somar às demais seções na caracterização do desenvolvimento e estágio da indústria.

Por fim, na última seção desse capítulo, o trabalho apresenta sua avaliação e analisa das três seções anteriores, seguindo a base teórica do trabalho. A partir da análise do comportamento da economia coreana, juntamente com o desenvolvimento da indústria de microeletrônica no país, o trabalho analisa, de que forma o ambiente institucional coreano se capacitou para estar alinhado à mudança de paradigma e em que estágio e quais as características da indústria coreana que a capacitou a realizar o catching up.

4.2 A ECONOMIA SUL-COREANA E A MUDANÇA DE

PARADIGMA TECNOLÓGICO

A partir dessa seção objetiva-se reforçar a compreensão sobre a importante relação existente entre desenvolvimento econômico e egresso no paradigma tecnológico da microeletrônica. Para tanto é necessário levantar algumas características pré-paradigma as quais seriam de fundamental importância no decorrer do desenvolvimento industrial e tecnológico sul coreano. O final da segunda guerra mundial juntamente com o inicio dos acirramentos políticos e militares entre EUA e URSS confere ao leste asiático importância estratégica do ponto de vista político e econômico. Durante a segunda guerra o Japão compunha os chamados “países do eixo” (Alemanha, Itália e Japão), porém o fim do conflito e a consequente derrota japonesa reconfiguraria a posição do Japão frente aos EUA. O Japão, uma das nações mais destruídas pela guerra, iniciou sua reconstrução sobre apoio norte- americano. Esta ajuda era considerada estratégica, uma vez que a extrema proximidade da antiga União Soviética tornava o país um ponto chave na disputa que permeava a guerra fria. Dessa forma, era necessário desenvolver, além das indústrias básicas e da indústria de infraestrutura, outras áreas industriais ainda não exploradas maciçamente pelo capital estrangeiro. A partir disso, obter algum ganho em sua balança comercial, para voltar a ser uma importante economia no cenário mundial. A partir desse cenário o capital das empresas japonesas se alastrou para outros territórios que também almejavam o desenvolvimento no pós-guerra e que apresentavam condições para tanto (BERTONHA, 2008).

Bertonha (2008) salienta que os países asiáticos, em especial a Coreia do Sul, à medida que desenvolveu a indústria de microeletrônica nacional logrou-se também desenvolvimento econômico. Para compreender como o processo de inserção da Coreia do Sul no paradigma da microeletrônica, se faz necessário entender a trajetória

industrial do país. O processo de industrialização sul-coreano nasce do crescimento econômico obtido pelo Japão nas décadas pós-guerra. Otaviano Canuto (1999, p.2) apresenta as mudanças na trajetória do desenvolvimento japonês que afetaram a Coreia do Sul:

(i) ocorreu uma extroversão para países periféricos dos segmentos básicos das indústrias de processamento de recursos naturais, particularmente sem maior comprometimento de capital de risco pelas firmas japonesas (o que era obtido via joint ventures com integralização japonesa sob a forma de capitalização da tecnologia repassada, licenciamento etc.); e (ii) acentuou- se a especialização e aceleração do upgrading na metal-mecânica, bem como nos segmentos menos padronizados e mais intensivos em P&D dos ramos de processamento.

A conjuntura política internacional foi de grande importância para o desenvolvimento do país, já que a chamada “Ameaça Vermelha” por parte da União Soviética, fez com que os Estados Unidos penetrassem nas economias dessas nações, de modo a desenvolvê-las nos moldes capitalistas. Best et al (2005) denomina como “desenvolvimento a convite” os estímulos favoráveis oriundos do contexto da Guerra fria no momento de take-off nos anos de 1960. Outra situação política que favoreceu no médio prazo o país foi a guerra da Coreia, que serviu de motor para indústria nascente do país (MASSIERO, 2002, p.3). Devido ao interesse geopolítico estratégico, o autor Dall’Acqua (1991) relembra que o governo americano proveria assistência técnica e financeira a partir de dois planos: Nathan Report e Three-Year Task Assistance Program. Para Coutinho (1999), não é possível explicar o rápido e contundente desenvolvimento econômicos sem os aportes financeiros e facilidades comerciais oriundas dos EUA devido aos interesses estratégicos e políticos. Por fim, Bertonha (2008) vem contextualizar o inicio o desenvolvimento sul coreano com as características históricas e econômicas do inicio da década de 1960.

A saída era entrar no mercado internacional de manufaturados, mas simplesmente competir livremente neste mercado era inviável, já que não havia, inicialmente, mercado consumidor interno,

empresas, base tecnológica, etc. Os trunfos dos tigres asiáticos eram a proteção dos Estados Unidos e o acesso fornecido por eles ao mercado internacional, a mão-de-obra barata, a máquina do Estado e uma ética de trabalho, além da vontade de modernização.

Partindo da análise da economia coreana a partir do pós-guerra, o que temos segundo Castel-Branco (2007) era “Coreia como um Mundo de desespero sem esperança em finais dos anos 1950, princípios dos anos 1960”. Segundo o autor, essa característica está no fato de 80% da população ser pobre e iletrada, 75% da população camponesa e vivendo no limite da sobrevivência em latifúndios, migração descontrolada aos centros urbanos, indústria inexistente e riqueza proveniente de rendas, monopólios e posses especulativas de recursos, além da corrupção.

O desenvolvimento econômico sul-coreano a partir da segunda guerra mundial inicia-se sobre um cenário político e econômico conturbado. No exato momento pós-guerra o que se verificou foi uma forte presença americana nos mercados antes sobre domínio dos europeus e japoneses. Segundo Teixeira (1983) a nascente ameaça comunista sobre os países europeus e asiáticos juntamente com a revolução cubana e chinesa levaram os EUA a promover políticas internacionais de modo a recuperar e desenvolver as economias europeias e asiáticas. Nesse sentido os Estados Unidos iniciam uma política de transferência monetária para a reconstrução, libera a transferência tecnológica industrial e permite a imposição de barreiras alfandegárias aos produtos americanos. Incorrendo em déficits comerciais, a economia americana garantia o renascimento da indústria europeia e japonesa (Plano Marshall).

No ambiente interno, segundo Dall’Acqua (1991) os Estados Unidos impactaram na economia sul coreana de modo a criar bases para um novo modelo de crescimento e atenuar as tensões sociais. Nesse bojo, o incentivo à realização da reforma agrária viria a modificar estruturalmente o regime de posse de terra, uma vez que historicamente os latifúndios agrários do país estavam ligados à elite japonesa. Ao mesmo tempo em que criava um ambiente politicamente mais seguro, a reforma agrária reestruturava a economia à medida que contribuía com uma distribuição de renda razoavelmente equilibrada.

Além da proximidade com a URSS sobre o contexto da guerra fria, a localização geográfica próxima ao Japão complementa a

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