6 Techniques de collecte de l'eau – systemes libres
6.3 Diguettes semi-circulaires
utilizaram esse ano? Receberam treinamento para isso? Tiveram alguma dificuldade?
As três instituições usaram a plataforma nesse primeiro ano de funcionamento.
No caso das escolas técnicas vinculadas à Universidades, as instituições dos sujeitos 1F e 3F, tiveram representação em um dos treinamentos que foi realizado em Brasília.
O sujeito 2F não participou de nenhum treinamento. E explicou como soube que teria que fazer esse trabalho:
Na verdade, o diretor numa reunião em geral, conversou conosco porque acho que na reunião de diretores foi passado pra ele, mas a professora Carla, a reitora, já tinha comentado com nós alguma coisa que existia que o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (CONIF) ia aprovar uma outra metodologia daí numa reunião geral o diretor explicou pra nós o que que era a plataforma, só que nessa reunião eu já tinha feito a plataforma, foi poucos dias depois, foi logo que que o pessoal voltou. Mas antes disso não, eu, a.. a pesquisadora nos mandou e-mail “ó, pessoal agora entrou em vigor a plataforma Nilo Peçanha e nós vamos ter que cadastrar todo mundo lá, porém vai extrair do SISTEC tal dado vocês tem que entrar lá pra arrumar as inconsistências’’ foi isso que ela nos passou, a gente entrou e fez.
Ou seja, não houve nenhuma explicação sobre o que a plataforma era, qual impacto teria para a instituição, e como o trabalho deveria ser feito. O sujeito entrou na plataforma e foi fazendo o trabalho, sem ter tido orientação prévia para tal. Provavelmente a instituição teve representação nas capacitações, mas a pessoa que seria responsável pelo trabalho nunca foi contatada e convidada a participar.
Para Mendes Filho e Teixeira (2004) a escolha da melhor solução tecnológica, bem como, a adoção de uma metodologia adequada para uso, pode contribuir significativamente para a redução dos riscos negativos da implantação e trazer consistência ao sistema de um modo geral. Percebe-se, pelo discurso do sujeito 2F, que esse cuidado, no período da implantação, não foi tomado por completo pelos desenvolvedores da PNP.
No que se refere as dificuldades encontradas, segue as declarações dos sujeitos:
Não, não tivemos, só a questão ali que foi complicado, primeiro que a gente teve que atualizar o SISTEC, só que teve dados na plataforma, que eu não sei de que período que pegaram do SISTEC porque tava totalmente desatualizado, a gente teve que conferir tudo de novo, alunos, ciclos, datas, ali que eles mandaram a gente organizar no SISTEC por exemplo, datas dos períodos, dos ciclos de matriculas, alunos que estavam, que nós já tínhamos atualizado pra desistentes, formados, na plataforma tava aparecendo em curso, principalmente aquela parte da retenção que a gente teve que atualizar no SISTEC antes e quando foi na plataforma tava tudo desatualizado. Eu não sei então, que período, qual é que foi o problema ali, em que período que foi pego, que eles nos informaram até uma data e quando foi a data da gente alimentar a plataforma não tava todos aqueles dados, a gente teve que conferir tudo de novo. (SUJEITO 1F)
O sistema não funcionava, pelo menos no horário comercial, pelo menos lá na instituição, e eu vi que os colegas dos outros campi mandavam e-mail reclamando também que ficava carregando, carregando e aí quando tu ia entrar no aluno de novo, já tava expirado. Então, eu trabalhei basicamente em casa, de madrugada, pra poder fazer. Pode ter sido assim ó, uma semana de repente todo mundo teve que fazer junto, sobrecarregou, talvez foi isso não sei o motivo, mas eu no instituto eu não consegui trabalhar tive que fazer praticamente em casa assim e mesmo assim em vários momentos ela ficava carregando e também não ia. (SUJEITO 2F)
teve muita diferença que a gente notou, né, alguns alunos estavam diferentes do SISTEC, situação, período de ciclo errado. Era pra ser tudo do SISTEC, mas teve dados que tivemos que colocar que não estavam lá, e nós não tínhamos aqui, e informamos não declarado em tudo, segundo orientação direta do pessoal da PNP, tinha muita inconsistência nesse sentido aí, que nos trouxeram muita dor de cabeça. (SUJEITO 3F)
O que chama a atenção, em relação ao treinamento oferecido, foi o caráter extremamente administrativo, que teve por objetivo sensibilizar o gestor para a importância da PNP. O convite para as capacitações foi feito aos Pesquisadores Institucionais, no caso do representante das instituições dos sujeitos 1F e 3F, foi entendido que era necessária a presença daqueles que efetivamente mexeriam com a plataforma, e assim, na segunda capacitação foram as chefes de cada setor que iria abastecer o sistema. O que não aconteceu com a instituição do sujeito 2F, em nenhum dos campi ligados a Instituição.
A pesquisadora deste trabalho, guarnecida por autores que trabalham com sistemas de informação, como Oliveira (2008) e Rezende e Abreu (2000), entende que o trabalho de capacitação para uso de um SI deva estar centrado no usuário, entendendo esse como quem efetivamente utiliza o sistema, na sua capacidade de perceber o que, e como deve fazer seu trabalho, conhecendo os impactos de suas atividades. Além da operacionalidade do SI ser voltada também ao usuário, e não a quem o desenvolveu. É imprescindível a participação “da ponta”, para testar e apontar melhorias, evitar problemas ou dificuldades.
Umble, Haft e Umble (2002) apud Oliveira (2006), apontam alguns fatores críticos para sucesso de um SI. O primeiro deles consiste no amplo treinamento e educação para uso dos sistemas, daqueles que o operarão, porque isso impacta diretamente na construção do conhecimento e capacidade das pessoas para perceberem e resolverem problemas relativos a ele. Os autores declaram que o treinamento deva ocorrer muito antes de o sistema começar a funcionar.
Certamente é fundamental que o gestor esteja a par de tudo que sua instituição terá que fazer, conhecer os detalhes, mas se ele não realiza determinada atividade, quem realiza precisa também estar presente.