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Details of protocols for 15 N-urea fertiliser experiment in direct

4. PRODUCTION GUIDELINES FOR (RAINFED) UPLAND RICE BASED

5.3. FATE OF APPLIED N IN FLOODED RICE SYSTEMS

5.4.3. Details of protocols for 15 N-urea fertiliser experiment in direct

O ser humano a princípio utilizou a tecnologia, então apenas “ferramenta”, como extensão do próprio corpo, como se seu corpo tivesse crescido a partir dela. Isto, consequentemente expandiu, ampliou também sua visão de mundo. Até então não lhe passava pela cabeça que o mundo também se modificava na mesma medida que ele, ou com ele. As tecnologias dia a dia iam tomando conta daquele mundo, até que começaram a substituir o próprio homem na operacionalização de diversas atividades.

Neste caminhar o homem e a máquina foram se confundindo e o homem foi se distanciando da sua essência humana. Com a produção em larga escala de diversos equipamentos, a obsolescência cresceu também na mesma proporção, surgindo à geração descartável. Embora essa prática tenha sido utilizada como estratégia do mundo dos negócios para aumentar o consumo e a produção, o reflexo se fez notar na própria vida das pessoas, que passaram a ser consideradas também como os objetos, descartáveis. As famílias se desfaziam

e os casamentos não duravam. Os seres se tornavam máquinas no apelo sexual do mundo publicitário. O reflexo disto: um “corpo sem alma”.

O ser humano visto como um carro de último modelo, inclusive com computador de bordo. A mente considerada computador, a inteligência artificial dominando em diversos setores. O ser humano já então se comportando como produto de consumo e não apenas consumidor. A realidade dos espertos, não o ganha a ganha, como na época do escambo, mas o ganha perde, predador. O homem predador de si mesmo e dos outros homens.

A vida humana se perdendo, enquanto se ilude o homem com essa barganha com tecnologias inventadas por ele próprio, paradoxalmente para uma vida mais prática, “para a qualidade de vida”.

Pessoas vivendo mais, entretanto a custas de diversos medicamentos e tecnologias. O trabalho cada vez mais exigindo o uso de novas ferramentas, o stress imperando nas grandes cidades, ditas civilizadas. Mas até quando? O planeta saqueado, poluído, sofrendo, independente da sua mais requintada tecnologia, como aconteceu no Japão. Vivemos num planeta água e ela respondeu a altura, e que altura, o tsunami lavou o Japão como numa gigantesca faxina, levou almas humanas, suas moradias, sua cidade, suas tecnologias.

Indivíduos que se preocupam com a natureza e suas necessidades falam deste evento como “um grito de alerta do planeta”, mas outros continuam predadores. Sem se darem conta do fato de que esta é a resposta do planeta que está se fazendo sentir em doses homeopáticas, de catástrofe em catástrofe, lentamente, mas o homem o afastou de si mesmo, da sua origem natural, da sua essência, sua alma.

Um filósofo que acredita no espírito diria: “da sua alquimia”. Eu digo da sua ligação direta com a terra, com a natureza. Criaturas humanas vivendo da guerra, do vicio da guerra, empresários vivendo da/para a morte, da venda de equipamentos bélicos da mais alta tecnologia de matar. As crianças utilizando jogos digitais de terceira e quarta geração tecnológica, nos quais a morte, a violência, é entretenimento. Então, pergunto: Onde será que vão parar esses futuros homens?

Os valores éticos são uma piada para os jovens, um “mico” como eles dizem, que “ficam” em encontros casuais, em vez de amar; que idolatram histórias de amor de mutantes e vampiros. Aonde chegarão? Como viverão, quando o planeta sangra nos garimpos e os rios morrem alimentados pelos produtos químicos, esgotos, dejetos das mais sofisticadas tecnologias industriais?

O homem se perde e se acha em seu próprio mundo, em nome de uma civilização predadora, antiética. Da floresta de concreto que não alimenta de ar os pulmões doentes pela poluição, mas mata, degrada, pune os perdidos no asfalto.

Pergunto então: Quem é realmente este ser que anda canta, sorri, chora, ama, odeia, venera, mata, acolhe, trabalha, aprende, apreende, produz, brinca? Que mistérios envolvem este pensar abstrato de um sistema ainda pouco conhecido, mas tão pesquisado pelos cientistas? Onde estão as certezas tão proclamadas pela mecânica, pela física, quando as dúvidas imperam neste mundo caótico, que deveria acolhê-lo, mas que muitas vezes lhe é hostil e frio?

Sobre a gestação do ser humano no mundo, o astrofísico Canadense Hubert Reeves em diálogo com Morin e Monique Mournier-Kuhn (MORIN & LE MOIGNE, 2000, p. 142), diz que,

[...]. Desde o início do universo, a matéria se organiza. Ela o faz associando entidades simples para fazer entidades cada vez mais complexas e cada vez mais performáticas. Passa-se sucessivamente do nível das “partículas elementares” (quarks, elétrons, fótons) ao nível dos núcleons, depois aos núcleos, depois aos átomos, depois às moléculas, simples e cada vez mais complexas (biomoléculas), a seguir às células, depois aos organismos pluricelulares, escalando progressivamente até o cume da árvore darwiniana. Sobre o nosso planeta, o “fruto” mais avançado desta gestação cósmica é o ser humano capaz de tomar consciência de sua própria existência, capaz de conhecer o universo que o engendrou...

Acontece, porém, que existem muitas dúvidas e incertezas neste mundo que parece tão perfeito quando se tem contato com as belezas dos fractais. O caos da vida na natureza não é o mesmo do trânsito, da atuação dos políticos ou das organizações, sejam elas quais forem. Inclusive as das grandes cidades que alimentam a violência, a discórdia, a falta de ética e de solidariedade humanas.

Pretender que este ser, movido por um sistema tão complexo de redes neurais e sanguíneas, possa compartilhar conhecimento numa construção colaborativa, sem que este fenômeno seja no mínimo considerado como um sistema complexo: de teias políticas; redes de comunicação/informação, mediadas por esta ou aquela tecnologia; é pedir muito ao sistema “humano”.