Atuar no mercado internacional não é uma decisão isolada para nenhum tipo de organização, é necessário estudar o mercado, selecionar estratégia e país de atuação, entre outras decisões importantes, como objetivos para essa ação ou processo, impactos, barreiras, adaptações, parcerias, etc.
Diante do referencial apresentado sobre o tema, segue abaixo a especificação do construto internacionalização a partir de três itens que nortearam a pesquisa deste estudo. a. Grau de internacionalização
b. Estratégia de atuação c. Barreiras
Dessa forma, cada um deles foi descrito conforme foi utilizado para este estudo.
Aspectos sociais Aspectos econômicos Aspectos ambientais Aspectos econômicos Aspectos sociais Sinergia com os Interessados Sustentabilid ade Holística Aspectos ambientais
Gestão Sustentável
Subordinação ao lucro Cuidado com o equilíbrio Cumpriment o de Obrigaçãoa. Grau de Internacionalização
Conforme mencionado anteriormente, Osland, Taylor e Zou (2001) afirmam que os modos de entrada podem ser diferenciados de acordo com três características: a) quantidade de recursos necessária b) quantidade de controle, referente à disposição e à habilidade para influenciar decisões em mercados externos; c) nível de risco da tecnologia, significando o risco de transferência de conhecimento para os mercados de destino.
As decisões estratégicas referentes à forma de entrada adotada pela empresa podem oscilar de um menor comprometimento e controle da empresa, na forma de exportação e importação, até um maior comprometimento e controle, quando se decide por utilizar o investimento direto no exterior. Da mesma forma o modo de entrada determina a variação em relação aos riscos que a empresa vai assumir. O importante é traçar metas e estratégias compatíveis com as possibilidades da organização e com seus objetivos. Conforme pode ser observado no quadro abaixo:
Estratégia Risco Comprometimento Controle
Exportação e Importação Baixo Baixo Baixo
Licenciamento Médio Médio Médio
Joint Venture e Franquia Médio Médio Médio
Investimento Direto Alto Alto Alto
Quadro 11 – Grau de Internacionalização
Fonte: Adaptado de Nickels e Wood (1999)
Sendo assim, as empresas estudadas tiveram suas atividades internacionais analisadas conforme sugerem os autores, descrevendo seu grau de risco e envolvimento com a atividade internacional.
b. Estratégia de atuação
Na literatura, são encontradas algumas classificações para as empresas internacionalizadas, de acordo com o tipo de estratégia adotada (CANALS, 1994; BARTLETT; GHOSHAL, 1992; DYMENT, 1987; e outros) dentre os quais destacam-se os seguintes tipos escolhidos para análise no estudo:
Tipo Descrição
Empresa exportadora representa a fase inicial do processo de internacionalização, onde as atividades operacionais concentram-se em um único país geralmente no país de origem
Empresa multinacional
tem como objetivo explorar as vantagens competitivas importantes domesticamente diversificando atividades com atuação em outros países. Dessa forma, as filias no mercado internacional vão buscar reproduzir a matriz, mas não podem deixar de considerar às diferenças nacionais. As unidades são independentes uma das outras e trabalham com toda a cadeia produtiva em outro país. Os ativos e recursos são descentralizados e auto- suficientes e as subsidiárias no exterior exploram oportunidades locais sendo que o conhecimento desenvolvido e adquirido permanece em cada unidade.
Empresa global
adota estratégias coordenadas com todos os países onde opera, com o objetivo de adquirir vantagem competitiva em termos de custos e receitas através de operações centralizadas em escala global. No entanto, as atividades críticas das empresas devem se concentrar em um ou poucos países. Suas decisões operacionais e estratégicas são mais centralizadas do que nas empresas multinacionais; consideram o mercado mundial como um todo integrado; os ativos e recursos são centralizados e em escala global. As subsidiárias no exterior implantam as estratégias da matriz e o conhecimento desenvolvido é mantido na origem.
Empresa transnacional
deve combinar máxima eficiência econômica, uma máxima capacidade de responder a mercados locais e uma flexibilidade para transmitir as experiências que surgem em alguns países para toda a organização. Assim, integram processos globalmente, melhorando-os, racionalizando recursos, eliminando redundâncias, atuando com produtos globais e vêem a receptividade local como uma maneira para obter flexibilidade nas operações internacionais. Estas empresas desenvolvem e exploram o conhecimento em termos mundiais e vêem as inovações como resultado de um processo que engloba vários membros da companhia.
c. Barreiras
De acordo com o estudo das teorias e do ambiente internacional na qual as empresas se enquadram, nota-se que a literatura faz menção à existência de barreiras de diversos tipos, sejam tarifárias, culturais, ambientais, sociais, etc. De acordo com a Fundação Dom Cabral (2002), algumas motivações para a internacionalização vem acompanhadas de barreiras, conforme o quadro abaixo:
Motivos Barreiras
Busca de economia de escala, marcante para os produtores intermediários e os produtores de bens finais; varia com o porte da empresa.
Barreiras internas/organizacionais que dizem respeito a adequação das capacidades e dos recursos das empresas para atuar em mercados internacionais. Desenvolvimento de competências para atuar em
mercados internacionais – mais necessário quanto menor o porte da empresa.
Barreiras situadas no ambiente competitivo brasileiro, relacionadas à adequação da infra- estrutura econômica e institucional, à oferta de fatores e às atitudes e características culturais
Exploração das vantagens de localização no Brasil Barreiras situadas no mercado de destino, também de natureza econômica
Saturação do mercado
Quadro 13 – Motivações para internacionalização e Barreiras
Fonte: adaptado Dom Cabral (2002)
As barreiras constituem-se em uma razão para algumas empresas deixarem o país na onde desejavam comercializar no exterior por não conseguirem se adequar a exigência necessária. Considerando a importância do tema para o negócio das organizações e o fato de que os novos paradigmas como a gestão sustentável podem também constituir barreiras optou-se em verificar quais seriam elas e de que forma a sustentabilidade faz parte dessa questão para as empresas estudadas.