Inicialmente, gostaríamos de destacar que, no que se refere às estratégias voltadas para a leitura e compreensão dos 7 textos trabalhados pela professora 1, o livro didático propôs em maior quantidade as questões relacionadas à exploração dos conhecimentos prévios, apreensão do sentido do texto lido e elaboração de inferências, como podemos observar no quadro a seguir. Já as estratégias mais realizadas pela professora foram: exploração dos conhecimentos prévios, apreensão do sentido do texto, localização das informações e extrapolação do texto lido.
TEXTOS
Quadro 7: ESTRATÉGIAS DE LEITURA EXPLORADAS NOS TEXTOS DO LD - PROFESSORA 1
Explorar os conhecimento s prévios Apreensão do sentido do texto Localizar informações do texto lido Extrapolar o
texto lido: Emitir opinião Elaborar Inferências Explorar vocabulário/ Recursos linguísticos Intertextuali dade LD P LD P LD P LD P LD P LD P LD P LD P TEXTO 1: POEMA X X TEXTO 2: ABERTURA DA UNIDADE X X TEXTO 3 e 4: PARLENDA X X X X X X X X X TEXTO 5: CANTIGA X X X X X X X X TEXTO 6: JOGOS ORAIS X TEXTO 7: ABERTURA DA UNIDADE X X X TEXTO 8: CONTO ACUMULATI VO X X X X TOTAL 3 5 4 2 2 2 1 2 1 1 3 - 2 1 - -
Durante a realização das atividades de leitura dos textos do livro didático, a professora 1 não se limitou apenas à leitura dos textos selecionados nas 8 aulas que fez uso do livro, mas, como mostra o quadro acima, a docente também explorou algumas estratégias de leitura, mesmo quando elas não foram propostas pelas autoras do livro utilizado.
A seguir, comentaremos sobre cada estratégia individualmente com base no quadro 7, ilustrando, sempre que possível, com extratos retirados dos relatórios das aulas observadas.
Levantar/Explorar os conhecimentos prévios
Ao analisar o quadro 7 percebemos que a estratégia de exploração dos conhecimentos prévios estava proposta no livro em 3 dos 7 textos trabalhados. Essa foi uma das estratégias de compreensão leitora exploradas em maior quantidade pela professora 1, pois dos 7 textos ela explorou a estratégia ao trabalhar 5 deles. Ela fez questões de levantamento dos conhecimentos prévios dos alunos nos 3 textos em que o LD sugeriu, e também procurou desenvolver a estratégia em mais 2 textos, mesmo sem o livro ter sugerido. Ressaltamos que, dos 5 textos em que explorou tal estratégia, 1 texto era não-verbal.
Ao propor a leitura do texto não-verbal que se tratava da abertura da unidade 3, o LD sugeriu que antes a professora fizesse algumas questões de exploração dos conhecimentos prévios como: Quais das brincadeiras apresentadas na cena você conhece? Por que ao brincar é importante respeitar as regras das brincadeiras?
Embora não tenha realizado as perguntas de exploração propostas pelo livro, após solicitar que observassem as imagens da cena que abria a unidade 3, a professora buscou levantar os conhecimentos prévios dos alunos sobre brincadeiras populares em meio à exploração das imagens das brincadeiras expostas na cena como podemos verificar no extrato a seguir:
P: UNI DUNI TÊ lembra o que para vocês?
(Os alunos ficam em silêncio e a professora não espera os alunos responderem) P: isso é uma parlenda! UNI DUNI TE, repitam:
A: uni dunitêsalame ...
P: isso! Essa brincadeira é uma parlenda. Outro tipo de brincadeira é: adivinhação, cantiga de roda. Estão lembrado, A canoa?
A: a canoa virou...
P: observem que entre as imagens que vocês estão lendo está cheia de balõezinhos ne? A: é
P: quem sabe explicar o que significa esse balão? A: significa festa
está fa? A: laaaaando
P: No caso vocês primeiro me falem ai de 2 ou 3 brincadeiras infantis daí que vocês conhecem A: batata quente
P: qual foi a outra que ta ai? A: fui no tororó
P: vejam, ela falou 2, mas eu pedi 3. Outra? A: abobora faz melão
No extrato vemos que, apesar de não instigar os alunos com as questões propostas pelo LD, a professora teve a intenção de explorar o que os alunos já sabiam a respeito das brincadeiras populares que estavam expostas na abertura da unidade que tratava sobre brincadeiras/adivinhações infantis conforme constatamos na imagem a seguir retirada do livro:
Ainda sobre esse momento da aula também percebemos que a professora busca saber se os alunos conhecem/sabem o que significam balões de falas, pois os mesmos traziam trechos das brincadeiras realizadas pelas crianças nas imagens (Bata quente, Fui ao tororó, Escravos de Jó, Queimada etc).
Na quinta aula observamos a professora trabalhar o gênero cantiga com o texto intitulado Minha Avó. Na ocasião a professora levantou os conhecimentos prévios dos alunos a respeito do gênero cantiga como propunham as questões sugeridas pelo LD antes do texto:
A seguir, no extrato da aula, vemos que através de algumas perguntas a professora explorou tal estratégia:
P: eu vou ler para vocês todo o poema e depois todos vamos cantar. Esse trecho alguém já leu cantando e isso mostra que alguém de vocês já conhece.
A: eu já escutei (diz uma aluna)
P: algum colega, alguma professora já cantou para vocês? A: meu pai cantou (responde um aluno)
P: ela disse: Meu pai cantou quando eu era novinha. Cantou para que? A: para dormir
P: muito bem, então isso é uma cantiga de ninar para dormir. Vocês conhecem alguma outra cantiga de ninar?
A: a “veia” debaixo da cama P: muito bem.
A: meu pai cantava a do gato pra gente dormir.
Consideramos um ponto positivo a exploração da estratégia de levantamento dos conhecimentos prévios por parte da professora pelo fato de buscar nos alunos o que eles já sabem sobre os gêneros textuais propostos pelo LD que fazem parte do cotidiano das crianças, possibilitando-lhes fazer relações entre a bagagem de conhecimento que possuem e os conteúdos dos textos vistos em aula.
Já ao conduzir o trabalho do texto que se tratava dos gêneros orais adivinha e trava- língua, apesar do livro não propor nenhuma estratégia de exploração de conhecimentos prévios para tal atividade de leitura, a professora também buscou saber o que os alunos já sabiam sobre os referidos gêneros da seguinte forma:
P: jogos orais, muito bem. Na página 132 diz assim: Jogos orais. Além das cantigas e parlendas, as advinhas... Advinha é uma espécie de enigma em forma de pergunta que oferece algumas pistas para descobrir as respostas. Então, conforme a gente leu, jogos orais são brincadeiras com palavras. Lembram que eu fiz algumas adivinhações para vocês responderem? Estão lembrados?
A: não (responde a maior parte da turma)
P: vamos responder uma adivinha: O que é o que é que mais pesa no mundo? (Os alunos não respondem)
P: Vocês sabem o que é que mais pesa no mundo? A: a pedra (responde um aluno)
P: calma vamos ver as opções que temos: Balança, ferro, elefante A: é o elefante (responde uma aluna)
P: porque seria elefante?
A: porque ele é um bicho muito pesado P: isso o elefante é um bicho muito pesado. A: eu acho que é o chumbo
P: o chumbo pesa, o elefante também, mas vejam: o que é o que é que mais pesa no mundo? Chumbo? Balança? Ferro? Elefante?
A: chumbo P: isso é uma?
A: pegadinha! (Respondeu uma aluna) A: balança (respondeu um aluno) P: porque você disse que é a balança? O aluno não responde.
P: No jogo da pegadinha...o que mais vive pesando no mundo é a balança! Sua mãe vai ao mercado comprar num sei quanto quilos de charque e ela pesa onde?
A: na balança (em coro)
P: vai comprar frango pesa onde? A: na balança
P: então esse é o lado. Realmente o elefante pesa não sei quantas toneladas, ai vocês foram pela lógica. Mas no jogo da pegadinha... o que mais vive pesando no mundo é a balança, esse é o lado.
Como observamos no recorte da aula a professora retomou com os alunos que a temática jogos orais diz respeito às brincadeiras realizadas com palavras, também conhecidas como pegadinhas. No diálogo vemos que a professora perguntou se os alunos lembravam da atividade de adivinhas, mas não insistiu para os alunos lembrarem da atividade com adivinhas que já havia sido feita em sala. Em seguida, a professora passou rapidamente para responder as adivinhas propostas pelo LD, e, ao lançar a pergunta, a professora buscou em algumas questões explorar os conhecimentos prévios dos alunos sobre algumas informação relacionadas às alternativas para responder a adivinha.
Apreender/Identificar o sentido do texto
Ao analisar individualmente as estratégias desenvolvidas pela professora, observamos no quadro 7 que a estratégia de leitura que tem como objetivo a apreensão/identificação do sentido do texto pelo aluno foi sugerida pelo LD em 4 textos (poema, cantiga, texto não-
verbal e conto acumulativo), mas foi explorada duas vez pela professora ao trabalhar a leitura da parlenda e da cantiga.
Observando a imagem a seguir vemos que o LD traz uma questão de apreensão do sentido do poema A velhinha e a sardinha:
Ao perguntar sobre o que o texto lido tratava, o LD visava explorar o que o leitor apreendeu do sentido geral texto. Ao finalizar a leitura desse poema com seus alunos a professora não realizou a estratégia proposta.
A professora não explorou a estratégia de apreensão do sentido do texto ao trabalhar o poema A velha e a sardinha como observamos na imagem anterior conforme o livro propunha, mas realizou a referida estratégia nas aulas 3 e 4 mesmo quando o LD não sugeria tal exploração.
Nas aulas 3 e 4, embora o livro não propusesse questões de apreensão do sentido do texto pelos alunos, após a leitura do poema a professora tentou explorar tal estratégia como veremos no recorte a seguir:
P: vocês leram para mim o poema Tumbalacatumba. O que isso significa? A: porque é a música (uma aluna responde e começa a cantar rapidamente) P: então Tumbalacatumba tem a ver com cemitério?
Na última pergunta do breve recorte do diálogo vemos que a professora procurou identificar se os alunos apreenderam o sentido do texto a partir do título do texto, mas não desenvolve a exploração com mais questões.
Ao trabalhar o gênero textual cantiga, identificamos um trecho em que a professora brevemente buscou fazer com que um aluno identificasse o sentido do texto lido. Examinemos o recorte a seguir:
Após a leitura do texto Minha Avó: P: do que trata esse texto que a gente leu?
A: a minha vó tem dois pintinhos (responde um aluno cantando) A: é uma cantiga (responde uma aluna)
A: meu pai cantava para eu dormir
P: muito bem, então isso é uma cantiga de ninar para dormir. Vocês conhecem alguma outra cantiga de ninar? ...
Após fazer a leitura “cantada” e discutir com os alunos sobre a cantiga Minha avó, a professora buscou refletir junto aos alunos o sentido do texto, concluindo que o mesmo é utilizado como uma cantiga de ninar.
Localizar informações do texto lido
A estratégia de localizar informações no texto foi observada em 2 das 8 aulas em que a professora fez uso do livro didático, como também o livro só havia proposto essa exploração em 2 gêneros textuais (parlenda e cantiga). Na parlenda Tumbalacatumba a professora seguiu as sugestões do LD, mas no texto referente ao gênero cantiga, embora o livro propusesse a professora não realizou tal estratégia.
Na primeira aula, após a leitura do poema A velha e a sardinha, a professora lançou perguntas de localização de informações do texto acrescentando à atividade questões que não haviam sido propostas pelo LD. No trecho a seguir podemos observar algumas questões de localização lançadas pela professora 1:
P: agora vamos para a compreensão do texto que leram. A velhinha estava com vontade de comer o que? A: sardinha
P: mas o que foi que aconteceu? A: ela foi pescar
P: será que ela conseguiu pescar? A: não
P: ela tentou? A: tentou (em coro)
P: mas não conseguiu. E ai o que foi, a partir do momento que ela não conseguiu o que foi que ela fez? A: foi ao mercado comprar sardinha.
P: ela teve outra solução. Uma vez que não consegui pescar sardinha A: foi ao mercado comprar sardinha
P: agora muito bem. Só que a sardinha era o q? A: enlatada.
Embora o LD não sugerisse perguntas para localizar informações do texto “A velha e a sardinha”, é possível observar no recorte da aula que, após a leitura do texto, a professora convida os alunos para fazer a “compreensão” do que foi lido fazendo perguntas referentes às informações que foram apresentadas no poema.
Ainda referente à primeira observação do uso do LD, ao finalizar a atividade de leitura do referido poema com os alunos, observamos que a professora 1 faz uma retomada geral da história antes de finalizar a atividade e liberar as crianças para o recreio. Vejamos, a seguir, o trecho da fala da professora:
P: ela queria pescar a sardinha porque a sardinha era fresquinha, mais gostosa. Mas a dificuldade não conseguiu. Só que a vontade dela era tão grande de comer sardinha que ela pensou em comprar no supermercado. Terminamos a primeira etapa, depois do recreio vamos retomar.
O livro não propunha a estratégia de localizar as informações no texto lido, mas a professora a realiza e no final do trabalho com o texto a professora faz uma espécie de resumo com o objetivo de fazer com que os alunos retomem as principais informações do poema trabalhado.
Ao fazer uso do livro didático a professora trabalhou a parlenda Tumbalacatumba em duas aulas. Após a leitura da parlenda na primeira aula que iniciou o trabalho com esse texto, a professora lança algumas questões a fim de desenvolver nos alunos a estratégia de localizar informações no texto lido como se pode verificar no extrato da aula:
P: O que a caveira ia fazer às 08h? A: comer biscoito
P: isso! ...Quando falou número um. O que a caveira faz? A: sai da tumba
...
P: Por quanto tempo as caveiras ficam fora da tumba? 9 horas? 10 horas? 11 horas? 12 horas? 13 horas? 14 horas?
A: duas A: 14 A: 13
P: Aqui “quando o relógio bate às doze todas as caveiras” fazem o que? A: fazem uma pose
A: 12 horas
Dessa forma, a professora priorizou após a leitura do texto, retomar informações para explorar com os alunos a habilidade de localizar informações da leitura realizada. Ressaltamos que, algumas das questões lançadas pela professora estavam sugeridas no LD a serem realizadas após a leitura, evidenciando que a docente seguiu algumas das sugestões do LD.
Extrapolação do texto lido
A estratégia de leitura que visa extrapolar o texto lido foi sugerida pelos autores do LD em 1 texto (Tumbalacatumba), o qual foi trabalhado nas aulas 3 e 4 como já mencionado anteriormente. Mas, apesar de ter sido sugerida pelo livro numa frequência extremamente limitada, a estratégia que propõe a extrapolação da texto foi realizada pela professora em 2 dos 7 textos lidos embora o livro didático em uso não propusesse tal exploração. A seguir apresentaremos os momentos das 2 aulas em que a professora extrapolou o texto.
Na quinta observação, ao trabalhar a parlenda Minha vó, percebemos que a mesma trazia uma breve contextualização sobre o gênero a ser trabalhado como observamos na imagem a seguir:
Na ocasião, após comentar sobre o gênero cantiga acumulativa e realizar a leitura da mesma com os alunos, a professora extrapola o texto solicitando que os mesmos comentem sobre outras versões da cantiga Minha avó. Vejamos no extrato da aula:
P: muito bem! Agora vocês já ouviram essa música cantada diferente? No lugar de vó seria o que?
A: Patati patata canta do mesmo jeito
P: eu já ouvi cantar diferente. A minha o que? A: a minha velha
P: Eu também já ouvi cantar NA MINHA CASA
(Uma aluna começa a cantar NA MINHA CASA TEM UM PINTINHO)
P: aí hoje vocês ouviram a história de chapeuzinho vermelho que fala sobre a vó, vovó e viram também a cantiga de ninar que fala sobre MINHA VÓ, que na casa dela tinha vários animais.
No fragmento acima podemos observar que mesmo o livro didático não propondo, a professora extrapola o texto instigando os alunos a relembrar/apresentar outras versões do texto lido, além de também buscar relacionar algo da leitura deleite realizada no início da aula com a cantiga Minha avó.
Na oitava observação da utilização do livro didático foi trabalhado o gênero conto acumulativo apresentado no capítulo intitulado: GOSTO DE SER COMO SOU. Examinando o texto no LD, percebemos que os autores trazem após a leitura algumas questões na seção Roda de Conversa, e algumas delas exploram a estratégia de extrapolação do texto como podemos observar na questão 1 da imagem abaixo:
A estratégia de extrapolação do texto lido também foi observada no momento em que a professora trabalha as semelhanças e diferenças dos alunos e seus pais mencionados no conteúdo do texto, conforme o fragmento a seguir:
P: Leandro, fisicamente você se acha parecido com sua mãe ou com seu pai? Fisicamente. A: com meu pai
P: e o que você tem de diferente do seu pai? Qual a diferença entre vocês dois? Diga. O aluno não responde...
P: Pedro você se acha parecido com sua mãe ou com seu pai? A: minha mãe
...
P: mas eu não quero, quero saber assim como a maça e a uva, o gato e o cachorro. Em que se parece Gabriel com Laura?
A: Laura parece uma tomate e Gabriel parece uma cebola (responde outra aluna) A: não tem ninguém igual, se fosse igual eram gêmeos os dois.
P: mas assim mesmo eles eram diferentes, pois cada gêmeo é único. Mas vejam, era para vocês responderem assim: Laura é uma menina e Gabriel um menino. O que parece é que eles são seres humanos e que nascem da barriga
A: da mãe
P: isso. Mas eles são pessoas totalmente distintas. E elas duas em que se parecem? A: o cabelo
A: são meninas
P: agora entenderam o que eu queria saber.
De acordo com o extrato ficou evidenciado que, ao ler para as crianças o texto SEM IGUAL que tratava sobre as diferenças existentes entre as pessoas, frutas e animais, a intenção da professora ao lançar determinadas perguntas do texto foi extrapolar as informações apresentadas no texto conversando com as crianças sobre exemplos próximos a elas.
Emitir opinião
Com relação à estratégia que incentivava os alunos a emitir opinião sobre o conteúdo do texto foi constado no LD que a citada estratégia foi encontrada em 1 (Sem igual) dos 7 textos lidos, mas foi explorada pela professora em apenas 1 aula quando trabalhou a leitura do texto não-verbal “Ser criança é bom demais”.
Algumas questões foram propostas pelo LD referente a estratégia de emitir opinião sobre esse texto como podemos visualizar a seguir:
Na aula referente ao texto 7, “SEM IGUAL”, ao discutir com os alunos sobre as diferenças, a professora solicita de forma sutil que os alunos opinem sobre as diferenças entre as frutas e entre as pessoas, trabalhando as questões que haviam sido apontadas no texto e que estavam propostas nas questões da roda de conversa apresentada anteriormente. Vejamos a seguir como a professora explorou a estratégia de emitir opinião:
P: o menino diz que a uva e a maça são redondas, doces e tem sementes, mas em que são diferentes? A: nos gostos
P: ah. A: na cor
A: uva tem gosto diferente da maçã A: a uva é bem pequenininha