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Approches exploratoires sur la multi-exposition aux substances

Dans le document Rapport ANSES octobre 2017 (Page 32-42)

d’expertise collective

6  Approches exploratoires sur la multi-exposition aux substances

Esta turma encontrava-se no 4.º ano do ensino básico e era formada por 26 alunos, 9 do sexo masculino e 17 do sexo feminino.

O horário escolar varia ao longo dos dias da semana. De seguida far-se-á uma síntese da distribuição das disciplinas e do horário ao longo dos três dias da semana em que desenvolvemos a prática pedagógica: Segunda-feira iniciam às 9h com Português até às 10h30min, das 11h às 12h têm Matemática, às 14h Apoio ao Estudo, que se estende até às 15h, seguem-se as Expressões Artísticas e Motoras que terminam às 16h. Na terça-feira, iniciam às 9h com Matemática até às 10h30min, das 11h às 12h passam para Português, às 15h iniciam o Estudo do Meio até às 16h e às 16h30min têm Expressões Artísticas e Motoras até às 17h30min. Na quarta-feira, começam às 9h e até às 10h30min com Português, às 11h segue-se a Matemática até às 12h, a partir das 14h até às 15h continuam com a Matemática. Para terminar o dia, têm Estudo do Meio, das 16h30min às 17h30min.

Nas primeiras semanas da prática pedagógica, desenvolvemos uma observação participante. As crianças acolheram-nos com entusiasmo. Por isso, iniciámos o processo de conhecimento dos alunos através da proximidade que mantínhamos com eles, dentro

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e fora da sala de aula. Assim sendo, analisámos não só a sua dimensão cognitiva, mas também a dimensão socioafetiva. Circulávamos e apoiávamos a professora cooperante na sala de aula, ao longo da realização das tarefas e dirigíamo-nos para o espaço lúdico, com o intuito de verificar a forma como os alunos se relacionavam, fora do contexto de sala de aula. Verificámos que eram alunos heterogéneos no que diz respeito às características individuais da sua personalidade, do seu comportamento, das dificuldades, das competências, das necessidades e do interesse que impunham nas diferentes tarefas de aprendizagem.

No geral, eram crianças humildes, educadas e com espírito de interajuda. Relativamente à parte disciplinar, eram assíduos, responsáveis e empenhados, porém existiam discrepâncias que devem ser mencionadas. Não existiam alunos com necessidades educativas especiais (NEE). Os alunos eram muito participativos. Em consequência dessa elevada participação, houve situações em que falavam todos ao mesmo tempo, quebrando, com facilidade, algumas das regras de sala de aula, tais como o falar na sua vez e não interromper o colega. Cinco alunos desta turma distraiam-se com facilidade e eram pouco autónomos ao longo da execução das tarefas, daí o seu baixo rendimento escolar. Duas alunas manifestavam um défice na concentração, distraindo-se com os próprios materiais escolares. Uma aluna, apesar de apresentar bom comportamento e bons resultados escolares, era controladora, querendo que a sua opinião sobressaísse em diversas circunstâncias, gerando conflitos com os restantes alunos, essencialmente com os elementos do seu grupo de trabalho. Existia ainda uma aluna que revelava sinais de uma autoestima muito baixa. Dizia, por várias vezes, que não iria conseguir realizar uma dada tarefa antes de iniciar a sua concretização. Quando fazia algum trabalho e nos dirigíamos até ela, afirmava que o que tinha feito estava incorreto. No leque dos demais, existia um aluno hiperativo, que tinha que ser chamado à atenção constantemente por falar e interromper os colegas, a professora e as estagiárias. Porém, era um aluno com muitos conhecimentos e que colocava questões pertinentes. Para finalizar, existia um aluno exemplar em todas as áreas do saber, com um bom comportamento e uma excelente capacidade de aprendizagem.

Na sua generalidade, esta turma apresenta alunos com competências de taxonomia desenvolvidas. Na disciplina de Português, os alunos liam com articulação e entoação corretas, tendo maior dificuldade na leitura de palavras maiores e com maior complexidade de sons. A nível da interpretação de textos, os alunos conseguiam

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recolher as ideias principais, identificar o tema e o assunto de um texto, porém mostravam maiores dificuldades na realização de sínteses e na identificação de expressões de sentido equivalente contidas explicitamente em diferentes textos. No domínio da escrita, o vocabulário era diversificado devido ao recurso constante ao dicionário. Na escrita, especificamente na redação de textos, notamos a presença de alguns erros ortográficos. Todavia, a maioria deles utilizava sinais de pontuação adequados e desenvolvia uma boa organização das suas ideias no texto. Neste parâmetro, verificamos que as expressões de coesão entre frases eram muito repetitivas. Para colmatar essa situação, criamos o “Cantinho da Escrita”. Num canto da parede reservado para esse efeito, foram colocados conetores que os alunos deveriam utilizar na escrita dos seus textos. Em relação à oralidade, os alunos sentiam-se um pouco inibidos quando submetidos a expor as suas ideias ou trabalhos à turma. Quando havia momentos de exposição de trabalhos, acabavam por ler o que tinham escrito. Porém, as apresentações estavam bem organizadas e apelativas, as vozes, no geral, eram bem colocadas. Após a apresentação do trabalho de algum grupo, os alunos deveriam opinar sobre os aspetos positivos e negativos do mesmo. Quando evocados para o debate, gostavam de dar a sua opinião e eram bastante claros, mostrando os seus pontos de vista com lógica e alguma maturidade. A este propósito, quando existia algum conflito entre eles, os intervenientes eram chamados a argumentar sobre as suas atitudes.

No que respeita à Matemática, os alunos demonstram maiores dificuldades no domínio dos Números e Operações, essencialmente quando realizavam exercícios de resolução de problemas devido à dificuldade de interpretação dos enunciados. O cálculo mental estava pouco estimulado. A criança constrói o raciocínio matemático pela necessidade que tem em resolver problemas do seu quotidiano. Ainda no mesmo domínio, nove alunos da turma manifestavam imensas dificuldades em efetuar o algoritmo da divisão inteira. Devido ao elevado nível de abstração, os alunos sentiram algumas dificuldades no que concerne ao domínio da Geometria e Medida, mas gostaram bastante do tema.

A disciplina de Estudo do Meio suscitava muito interesse a todos os alunos. Foram abordados durante as primeiras aulas conteúdos de História e Geografia de Portugal. Os alunos faziam imensas perguntas, gostavam de visualizar vídeos e imagens. No tema “Estados da água”, fizeram algumas experiências, o que os manteve motivados e despertos para o tema.

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A área das expressões artísticas e motoras era a que despertava maior entusiasmo nos alunos. Nesta área, desenvolviam atividades onde colocavam a originalidade e a criatividade em funcionamento, através da utilização de vários meios de expressão criadora, tais como: o desenho, a palavra, as construções, as músicas e os movimentos.

Estas atividades, apesar de orientadas, apoiavam um carácter livre e pretendiam desenvolver a sensibilidade estética, a fluência, a flexibilidade, a abstração, a originalidade, a organização, entre outras competências essenciais ao desenvolvimento global da criança.

Nesta turma, existiam cinco grupos de trabalho, com diferentes temas, uns trabalham com as notícias (para publicar no jornal do Cuco, produzido na escola sede do agrupamento Diogo Cão), que desenvolviam a partir de acontecimentos ocorridos na escola (celebrações, atividades promovidas pelos alunos ou pela escola que tinham um sentido especial e importante). Outros eram responsáveis pelos cartazes que permitiam à escola o título de Eco-Escolas e, por fim, um grupo que tinha a função de fomentar outros aspetos relevantes, através de folhetos que afixavam nas paredes de vários espaços da escola.

2.4. Atividades realizadas em contexto do 1.º ciclo do Ensino

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