4.4 Une analyse longitudinale de la HRQoL en deux ´etapes
4.4.4 Application ` a des donn´ees r´eelles issues de l’essai clinique CO-HO-RT 99
A entrevista que se segue é essencial para a aferição de alguns conteúdos fundamentais para o desenvolvimento de um projeto de formação dirigida a catequistas. A mesma insere-se no desenvolvimento de um trabalho de projeto no âmbito do Mestrado em Ciências da Educação na área de especialização: Educação de adultos e tem como objetivo principal recolher informações relacionadas com a pratica educativa dos catequista Formador, aspetos relacionados com a sua formação e a com a formação dos catequistas. É ainda objetivo desta entrevista compreender como se organiza as formações existentes para catequistas. É mencionar que a confidencialidade das informações ministradas será garantida. Importa ainda referir que esta entrevista foi realizada por correio eletrónico.
Entrevista
Porque é que se tornou formadora? Quando e onde?
Sempre senti que ser catequista é uma das missões mais importantes no seio da igreja, pois considero a catequese como um dos principais pilares da Igreja católica. Para além da responsabilidade que é de transmitir uma palavra que não é a nossa, o catequista tem que se fazer um instrumento, nas mãos de Deus, para fazer chegar essa palavra tão importante aos mais novos.
Para isso é preciso ter algum conhecimento e formação para podermos perceber como o transmitir, e o que transmitir. Apesar de saber muito pouco, achei que o pouco que sabia, poderia ajudar outros catequistas.
Foi daí que pensei que a minha contribuição seria muito importante, para ajudar outros cristãos a serem catequistas. Surgiu então a oportunidade de poder participar num curso de formador de catequistas, que teve lugar em Lisboa e teve uma duração de um ano, organizado pelo Secretariado Diocesano da Catequese, onde tive o privilégio de poder ter formação em diversos módulos com a Dra. Teresa Messias, a meu ver, uma excelente formadora, não só na forma como nos ajudou a perceber melhor a nossa missão, não só de catequistas, como também de futuros formadores.
Como é que prepara as formações que dinamiza?
As formações têm essencialmente um período de duração de 16H00 e são preparadas em grupo, com os outros formadores da Vigararia de Sintra, estes são propostos, nas
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reuniões de responsáveis de catequistas de cada Paróquia. Os temas são trabalhados em conjunto, em que cada um coloca a sua experiência e a sua formação pessoal, cada formador fica responsável por apresentar e desenvolver um módulo, apesar de haver sempre o apoio e a colaboração dos outros elementos.
A formação inicial de catequistas geralmente é dada na Paróquia que solicita a formação, ou então na Paróquia que tem mais catequistas inscritos, os formadores deslocam-se a essas Paróquias.
Nestas formações achamos sempre útil a presença e o apoio de um psicólogo essencialmente no módulo onde se aborda o conhecimento da criança, uma vez que achamos importante também os catequistas terem um pouco de formação na área da psicologia da criança, no intuito de dar a conhecer e de alertar também os catequistas para ajudar as crianças, não só na área espiritual como também ajudar a criança na sua vida concreta do dia-a-dia. Neste momento a igreja tem que estar preparada para dar respostas às crianças que estão a passar por séries dificuldades no seu crescimento devido à destruturação das famílias, muitas delas têm tantos pais que não conseguem ter a referência de um pai concreto ou de uma mãe, porque a família neste momento deixou de ser o “berço” da FÉ Cristã, neste momento, a catequese tem um papel muito importante na formação interior da criança, e aqui o catequista não pode simplesmente “ditar palavras” tem que viver essas palavras, para conseguir transformar o coração destas crianças e jovens
Em algumas formações, temos também pedido apoio a alguns padres e diáconos, consoante a disponibilidade de cada um, para que possam abordar, essencialmente nestas formações, o tema: “Que anúncio faz hoje a igreja da Palavra de Deus”, uma vez que consideramos serem pessoas com uma formação muito superior à nossa, nessa área, e achamos importante possibilitar aos catequista um olhar mais profundo sobre a Palavra de Deus, sendo esta palavra aquela que os catequistas vão transmitir às crianças e jovens.
Como formador é avaliado em relação a sua prática de que forma?
Penso que não há melhores avaliadores do que aqueles que recebem a formação, e efetivamente são os formandos que nos avaliam, em várias vertentes por escrito, e essa avaliação é enviada para o Secretariado Diocesano da Catequese, que por sua vez dá conhecimento e a discute com os Párocos.
ANA INÊS COLARES 169 Frequentou alguma formação para se tornar formador?
Sim como já disse anteriormente, frequentei uma formação ministrada por alguns membros que constituem o Secretariado Diocesano da Catequese, com duração de um ano, que achei efetivamente importante, não só pelo teor da formação, como também pela maneira como foi ministrada.
Como se organiza a formação de formadores?
Esta formação foi ministrada por alguns elemento do Secretariado como disse anteriormente, cada um desenvolvendo o tema da sua área especifica, os temas que foram apresentados, foram essencialmente os que são ministrados nas formações dos cursos de iniciação, mas nesta formação, estes, foram apresentados e estudados de uma forma muito mais profunda. As avaliações eram sempre feitas mensalmente em que tínhamos que apresentar um trabalho sobre o tema apresentado e era corrigido e era-lhe atribuído uma classificação.
Que avaliação faz dessa formação?
Esta formação foi bastante importante, porque me ajudou a ter mais conhecimentos em algumas matérias, conhecimentos esses que me ajudaram a estar mais bem preparada para poder ajudar os catequistas, que procuram esta formação. Claro que esta formação, apesar de ter sido importante, não foi suficiente para começarmos a dar formação, foi necessário um trabalho pessoal, feito em casa, de pesquisa de reflexão para aprofundar tudo o que foi transmitido nessa formação.
Na sua opinião como é que acha que se deve organizar a formação de catequistas?
Antes de mais devo dizer que primeiramente devemos fazer perceber aos catequistas da importância e da responsabilidade que é ser catequista, levá-los a perceber que a responsabilidade de existir ou não cristãos é dos catequistas e não dos padres ou freiras, como temos muitas vezes isso em mente, pois o catequista é antes de mais o pilar da igreja, pois é ele que está mais perto das crianças e jovens e é ele que tem que tem a possibilidade de “trabalhar” o coração das crianças e tem a responsabilidade de lhes dar a conhecer este magnifico Homem que é Jesus.
Fazer perceber aos catequistas que ser catequista não dura apenas 1 hora por semana, mas que ser catequista é sê-lo 24 horas, sobre 24 horas, ou seja sempre, em
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todo o lugar, uma vez que é importante não dar catequese só com as palavras, mas sim com a vida. S. Paulo diz numa das suas cartas que nos primeiros tempos da Igreja as pessoas aderiam ao cristianismo pelo imenso amor que sentiam que existia entre os primeiros cristãos. “Vede como eles se amam”, infelizmente neste momento existe a necessidade de fazer entender aos catequistas, que só se é um verdadeiro catequista quando vivemos o que ensinamos, quando mostramos, na nossa própria vida o efeito do amor de Deus em nós, vivemos neste momento uma imensa crise de fé, como S. Tomé, as nossas crianças e jovens, só acreditam não naquilo que se lhe diz, mas sim naquilo que vêm.
O catequista que pretende ser catequista não pode pensar que dá só catequese às crianças e Jovens, mas tem que estar preparado também para, acolher e ajudar os pais. Neste momento sou capaz de dizer que os pais são os mais necessitados de catequese, do que propriamente as crianças, uma vez que a vida que cada um leva, de stress, desarmonia consigo mesmo, desarmonia com os outros, uma falta de esperança e uma falta de fé imensa. Com isto quero dizer que a formação de catequistas tem que preparar também os novos catequistas, para poderem responder também às necessidades das famílias, preparar também os catequistas para lidar com uma realidade, que já é tão frequente neste momento, que é a de crianças e jovens de pais separados.
Relativamente à organização destas formações, penso que antes de mais devemos saber, em traços gerais, que grupo está inscrito e que características têm para podermos ir ao encontro dos catequistas, claro que isso não é fácil! Porque muitas vezes não temos conhecimento de quem está inscrito, só no dia é que temos um pouco o conhecimento do grupo que iremos ter durante aquela formação. Em relação ao tempo de formação penso que em 16horas, ninguém consegue sair formado de nada, só consegue ter alguns conceitos sobre o que é ser catequista, do que é a catequese, para quem se dá a catequese, dar a conhecer algumas formas de dar catequese, tudo muito no geral, uma vez que o tempo é curto. Se me perguntarem se deve aumentar o tempo de formação presencial, eu direi que será um pouco difícil, uma vez que os catequistas, sentem também alguma dificuldade em se deslocar durante uma série de noites e fins-de-semana, uma vez que a família é um ponto importante nas suas vidas, mas penso que seria ideal aumentando o tempo de formação, com algumas sessões presenciais e outras sessões, utilizando uma plataforma informática, que ligaria o formador e todos os formados entre si, onde também poderiam enviar os trabalhos, colocar questões. Seria uma maneira de poder
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ter um leque de formandos muito maior, e talvez esta formação fosse dada de uma maneira mais profunda e com mais resultados.
Esta formação de catequistas, sendo a de iniciação, deveria ter também um ponto onde o catequista pudesse refletir e perceber a razão que o levou a ser catequista, um tempo que o levasse a responder a uma pergunta concreta. Porquê é que quis catequista? Porque estou a fazer esta formação?
Se o catequista chegar à conclusão que é catequista porque apenas gosta muito de crianças, então será bom repensar o que anda a fazer porque o catequista, para além de gostar de crianças e jovens, o coração tem que “arder”, tem que estar cheio do imenso amor de Deus e da maravilhosa palavra de Deus.
Não resisto em ler uma pequena carta que foi escrita por um catequizando à sua catequista, e que todos os catequistas deveriam lê-la, porque esta faz-nos pensar e refletir, se efetivamente estamos a ser professores de doutrina cristã ou se estamos a ser raios de luz que ilumina, orienta e conduz as crianças e jovens até Jesus.
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