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Analyse de la chimie de surface du diamant par XPS

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II. Chapitre 2 : Caractérisation des surfaces de diamant « brutes de fabrication » (DDB-H)

5. Analyse de la chimie de surface du diamant par XPS

A seguir serão apresentados e discutidos os resultados obtidos das análises realizadas com enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos isoladas em um hospital de Blumenau/SC entre outubro de 2015 e setembro de 2016.

Ao término da coleta, respeitando-se os critérios de inclusão e exclusão, foram obtidas 152 amostras bacterianas isoladas de 147 pacientes. A tabela 2 mostra a distribuição dos isolados bacterianos por amostra biológica.

Tabela 2. Quantidade de isolados bacterianos separados por espécie e por amostra biológica Espécie Amostra K. pneumoniae S. marcescens E. cloacae E. coli E. aerogenes Total (%) Swab anal 70 8 3 2 - 83 (54,6%) Urina 26 3 - - - 29 (19%) Aspirado traqueal 18 1 1 - 1 21 (13,8%) Sangue 9 3 1 - - 13 (8,6%) Outros 5 - - - - 5 (3,3%) Não descrito - - 1 - - 1 (0,7%) Total (%) 128 (84,2%) 15 (9,9%) 6 (3,9%) 2 (1,3%) 1 (0,7%) 152 Fonte: da autora

Ao todo, somente cinco espécies bacterianas foram identificadas.

K. pneumoniae foi a espécie mais encontrada, representando 84,2% (n =

128) do total de isolados obtidos. A segunda espécie mais prevalente foi

Serratia marcescens, encontrada em 9,9% (n = 15) dos isolados.

Isolados de Enterobacter cloacae, Eschecrichia coli e Enterobacter

aerogenes também foram identificados, embora numa proporção menor,

representando 3,9% (n = 6), 1,3% (n = 2) e 0,7% (n = 1) do total de amostras, respectivamente.

Os isolados foram obtidos de diversos sítios biológicos: swab anal (n = 83), urina (n = 29), aspirado traqueal (n = 21), sangue (n = 13) e outros sítios em menor proporção, incluindo segmento de tendão (n = 2), secreção de fístula (n = 1) e secreção abdominal (n = 2). Um isolado de E. cloacae não foi reportado pelo sistema hospitalar, não podendo ser classificado quanto ao sítio biológico em que foi encontrado.

Curiosamente, em quatro pacientes mais de um gênero bacteriano foi isolado. Em um desses pacientes foi verificada a presença de K.

pneumoniae e S. marcescens isoladas em amostras de sangue. Em outro,

verificou-se a presença dessas mesmas espécies, porém isoladas em uma amostra de urina. Em outro paciente, isolados em swab anal de vigilância, foi verificada a presença de K. pneumoniae e E. coli. Por fim, no quarto paciente, três espécies bacterianas, K. pneumoniae, S.

marcescens e E. cloacae, foram isoladas, respectivamente, em amostras

de swab anal, sangue e em um sítio não descrito.

De forma geral, apesar da espécie K. pneumoniae ser a principal espécie bacteriana envolvida em infecções nosocomiais e de apresentar elevados índices de resistência aos carbapenêmicos, outras espécies da família Enterobacteriaceae, incluindo S. marcescens, E. cloacae, E. coli e E. aerogenes são também descritas como agentes envolvidos em infecções em ambientes hospitalares (TZOUVELEKIS et al, 2012). Inclusive, a descrição de resistência em carbapenêmicos na espécie S.

marcescens constitui uma importante fonte de preocupação em razão

dessa espécie ser intrinsecamente resistente à polimixina, uma das únicas opções terapêuticas remanescentes para o tratamento de infecções causadas por bacilos Gram-negativos resistentes aos carbapenêmicos (SAMONIS et al, 2014; SILVA et al, 2015). No presente trabalho, os isolados de S. marcescens foram encontrados principalmente em amostras provenientes de swabs anais (8/15; 53,3%), colonizando o paciente. Os demais isolados foram encontrados em amostras de urina, sangue e aspirado traqueal. Em relação aos seis isolados de E. cloacae, três foram encontrados em amostras de swab anal (50%) e as demais em amostras de aspirado traqueal, sangue e em outro sítio biológico não descrito. Os dois isolados de E. coli foram isolados em amostras de

swab anal e o único isolado de E. aerogenes foi isolado em uma amostra

de aspirado traqueal (Tabela 2).

Ainda em relação aos isolados, conforme visualizado na Figura 4, 55,9% (n = 85) do total de amostras obtidas foram caracterizadas como colonizações bacterianas, constituindo a presença da bactéria no microbioma humano sem causar sinais e sintomas de infecção ativa. Dessas, 83 foram provenientes de amostras de swab anal de vigilância e 2 de aspirado traqueal. As demais 66 amostras (43,4%), distribuídas entre amostras de urina, sangue, aspirado traqueal e outros sítios biológicos, caracterizaram isolados envolvidos em processos infecciosos. Como explicado anteriormente, um isolado de E. cloacae

(0,7%), em função de não ter sido descrito pelo sistema hospitalar, não pôde ser classificado quanto à natureza de sua presença.

Figura 4. Número total dos isolados bacterianos obtidos de colonizações ou infecções classificados por tipo de amostra

Fonte: da autora

A colonização bacteriana baseia-se na presença comensal de microrganismo no hospedeiro e se dá, na maioria das vezes, no trato gastrointestinal do paciente, embora outros sítios biológicos possam também ser colonizados, incluindo a pele, o trato respiratório e o trato urinário (AKOVA et al, 2012).

Entretanto, dependendo de fatores relacionados à saúde do hospedeiro, incluindo, por exemplo, seu status imunológico, a presença de comorbidades e o desequilíbrio de sua biota normal, decorrente da utilização prévia de antimicrobianos, as bactérias que antes atuavam como comensais podem eventualmente se espalhar pelo organismo, alcançando inclusive sítios estéreis, como o sangue e a urina, e levar ao aparecimento de um processo infeccioso. Por essa razão, a colonização por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (ERC), bem como a presença de outros fatores, como a utilização de antimicrobianos, sobretudo de amplo-espectro, constitui um dos principais fatores que predispõem o desenvolvimento de infecções causadas por estes microrganismos. Apesar dos dados serem escassos, estima-se que 10% a 30% dos pacientes previamente colonizados por ERC desenvolvam algum tipo de infecção causada por esses agentes. (CHABAH et al,

2016; GASINK et al, 2009; CALFEE et al, 2008; BORER et al, 2009; TZOUVELEKIS et al, 2012; CDC, 2009)

Em estudo realizado por Peirano e colaboradores, em 2014, verifica-se que as infecções do trato urinário (ITU) constituem o tipo mais comum de infecção causada por ERC, geralmente afetando pacientes não hospitalizados e com um quadro geral estável (PEIRANO et al, 2014). Além das ITUs, os sítios de infecção mais relatados constituem o sistema respiratório e as infecções de corrente sanguínea associadas a cateteres intravenosos, sendo as infecções no trato respiratório geralmente relatadas em pacientes críticos, estando sobretudo relacionadas ao uso de ventilação mecânica (PARDO et al, 2014).

Estas informações condizem com a realidade do estudo realizado, uma vez que as ITUs constituíram o principal sítio de infecção relatado (n = 29), sendo que 48% das infecções relatadas nesse sítio foram externas à instituição analisada. Além disso, conforme mostrado na Figura 4, seguindo as amostras urinárias, as amostras de aspirado traqueal e sangue foram as mais relatadas.

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